Araucária, 25 de dezembro de 2011

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Comitê sindical e popular contra Reforma da Previdência convoca à greve geral

Começa hoje a circular junto às comunidades um panfleto de denúncia contra a Reforma da Previdência de convocação da Greve Geral de 28 de abril. O material foi elaborado pelo Comitê Municipal Contra a Reforma da Previdência

O comitê foi criado para mobilizar a população de Araucária na resistência contra destruição dos direitos trabalhistas e sociais. É composto pelos sindicatos Sismmar, Sifar, Sindipetro, Sindmont, Sindiquímica, Sintracon e APP-Sindicato e pela Juventude Revolução.

Confira abaixo o conteúdo do material impresso:

Esse governo quer proibir você de se aposentar!

É isso mesmo o que você acabou de ler. O atual governo quer que o povo brasileiro morra de tanto trabalhar sem ter direito à aposentadoria. A reforma da previdência proposta por quem está no poder ultrapassa os limites do absurdo.

Está em dúvida? Então, veja só o que querem fazer com você. Se a reforma previdenciária for aprovada, todos os trabalhadores terão que contribuir por 49 anos para ter aposentadoria integral!

Vamos imaginar um cidadão que trabalha na construção civil ou uma cidadã que trabalha como empregada doméstica. Como estará a saúde deles após trabalhar por tantos anos em trabalhos pesados? Será que estas pessoas estarão vivas para poder aproveitar a aposentadoria? Pior ainda: quem é que vai querer contratar um pedreiro, um segurança ou um professor de educação infantil com 70, 80 anos de idade?

Com a reforma que Temer quer nos enfiar goela abaixo, tanto os homens quanto as mulheres só poderão se aposentar depois dos 65 anos (lembrando que depende da idade que começaram a trabalhar). É justo a mulher, que tem que dar conta do trabalho fora e casa, dos filhos e dos afazeres do lar, levar o mesmo tempo para se aposentar que os homens?

Há ainda a questão de que para se aposentar por idade hoje é necessário ter contribuído por 15 anos para o INSS. Se depender do governo, a exigência passará a ser de 25 anos.

Ou seja, a farsa de que a previdência estaria quebrada é, para o atual presidente, culpa do povo, não dos grandes empresários e banqueiros que não cumprem suas obrigações com a Previdência.

O dia 15 de março deu a dica: 1 milhão de trabalhadores e trabalhadoras foram as ruas pra dizer: não aceitaremos que nos roubem nossa aposentadoria!

Chega de palhaçada! Só com o povo na rua é que protegeremos nossa aposentadoria e nossos direitos!

Por isso, no próximo dia 28 de abril não vá trabalhar.

Ocupe as ruas para defender a Previdência Social e a CLT!

A sacanagem proposta pelo governo golpista

Na prática, a reforma da Previdência que o governo Temer tenta enfiar na goela do trabalhador significa o fim da aposentadoria.

Como vai obrigar todo mundo a trabalhar até 65, 70 anos, o que vai acontecer é que muita gente não vai mais conseguir emprego com carteira assinada. Afinal, quem é que vai querer contratar, por exemplo, uma professora de educação infantil com 70 anos de idade? Aliás, quem é que vai conseguir cuidar de 30 crianças em uma sala de aula com essa idade?

Já imaginou ter que carregar um saco de cimento com 80 anos? Imagina um policial com essa idade!

Pior: como trabalhadores rurais passam a ter a mesma regra, acaba definitivamente a possibilidade de eles se aposentarem Essa reforma é desumana e é só contra o trabalhador.

“Rombo“ é mentira deslavada

Temer e a imprensa paga por ele tentem vender a ideia de que a previdência esteja quebrada, basta fazer uma busca rápida na Internet para comprovar que a história não é bem assim.

Se a previdência realmente estivesse quebrada, como explicar então o fato de que uma quantidade do orçamento da seguridade social é utilizado para outras finalidades? Isto é, se a previdência não tem dinheiro, por que então pegariam recursos desta área para gastar em outras.

Não faz o menor sentido, certo?

A Associação Nacional dos Auditores Fiscais da Receita Federal (Anfip) afirma que há dinheiro de sobra para a previdenciária, saúde e assistência social. É só respeitar a Constituição Federal de 1988.

A impressão é de que com esta tese de previdência quebrada, a reforma não irá salvá-la, mas sim desmontá-la, para que os bancos passem a ganhar ainda mais com os fundos de previdência privada.