Araucária, 25 de dezembro de 2011

NOTÍCIAS

Servidores de Araucária precisam ter atenção ao que acontece em Curitiba

Lá, o prefeito tenta aprovar projetos de lei que retiram direitos do funcionalismo e da população. Os servidores resistem. Aqui, o governo anunciou este objetivo. Sismmar e Sifar estão organizando a luta por nenhum direito a menos

A luta dos servidores municipais de Curitiba precisa ser acompanhada de perto pelos servidores de Araucária. A mobilização recebe total solidariedade dos sindicatos Sismmar e Sifar.

Lá, o prefeito Rafael Greca enviou aos vereadores quatro projetos de lei para serem aprovados em regime de urgência, sem discussão. A imposição das medidas afetaria as vidas dos 32 mil servidores e de toda a população.

  • Congelamento de salários e dos planos de carreiras.
  • Saque de R$ 600 milhões do IPMC e aumento da alíquota.
  • Criação da Lei de Responsabilidade Fiscal Municipal, que achata os investimentos em serviço público. Resulta em menos médicos, menos professores.

Aqui, o secretário de Governo Genildo Carvalho já na anunciou que o governo pretende mexer nos planos de carreiras para retirar direitos. Os sindicatos querem acompanhar isto bem de perto e organizar a luta. Toda a categoria vai ter que estar preparada para se defender.

A luta em Curitiba

Contra a imposição do pacote de maldades, os servidores foram à greve na segunda-feira, 12. A Câmara Municipal amanheceu sitiada, impedindo os trabalhadores de acompanharem a votação dos projetos.

No dia seguinte, junto com os sindicatos Sismuc (quadro geral), Sismmac (magistério), Sigmuc (guarda municipal), Sinfisco (fiscais tributários) e SindCâmara, servidores se concentraram desde as 7 horas na frente de cada entrada da Câmara. Durante todo o dia, acompanharam a discussão sobre o destino dos do pacote.  O objetivo era de que nenhum vereador entrasse para a votação.

No início da tarde, o clima era de impasse. Ninguém saía ou entrava. A sessão foi suspensa, mas vereadores permaneciam dentro, deixando margem para manobra.

A mobilização fez com que fosse aberto o diálogo com vereadores, servidores e representantes do Ministério Público do Paraná (MP-PR), da Comissão de Direito Sindical e da OAB-Paraná e da Polícia Militar (PM).

Após mais de 12 horas de debates os sindicatos conseguiram suspender a votação dos projetos por uma semana e agendar reunião com o governo municipal, para o dia seguinte, 14.

Na quarta-feira, o funcionalismo fez grande passeata da Câmara Muniuciupal até a Prefeitura para acompanhar as negociações. Não houve acordo e a greve continua.

Nesta terça, 20, o pacotaço volta ao plenário da Câmara e a semana vai ser de mais lutas.

Com informações de Dea Rosendo, Manolo Ramires e Pedro Carrano. Foto de Joka Madruga (Sismuc)