Araucária, 25 de dezembro de 2011

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Sismmar emite nota de repúdio ao presidente da Câmara

Na sessão de 21 de novembro, por não terem sido ouvidos, professores e servidores do quadro geral se manifestaram com vaia. O presidente da casa reagiu com provocações jocosas e ameaçadoras, que não cabem ao decoro de um parlamentar

A direção do Sismmar publicou no jornal O Popular uma Nota de Repúdio à atitude do presidente da Câmara Municipal, vereador Ben Hur. Na sessão de 21 de novembro, por não terem sido ouvidos, professores e servidores do quadro geral se manifestaram com vaia. O presidente da casa reagiu com provocações jocosas e ameaçadoras, que não cabem ao decoro de um parlamentar.

O SISMMAR – Sindicato dos Servidores do Magistério Municipal de Araucária vem, através deste, manifestar repúdio em razão das manifestações feitas pelo presidente da Câmara de Vereadores de Araucária, Ben Hur, dirigidas aos professores e demais servidores presentes.

Por 8 votos a 1, os vereadores aprovaram projeto de lei vindo do Executivo, que impõe a redução dos pagamentos de RPVs (Requisições de Pequeno Valor) devida a todos aqueles que têm ações exitosas contra a Prefeitura e que atinge diretamente servidores que ingressaram com pedido de pagamento de promoções paradas e atrasadas.

O presidente da Câmara, ao tentar conter as manifestações da plenária, se dirige aos professores afirmando que “a luta de vocês, não é exemplo pra nada” e reforçou, em tom de ameaça, que o prefeito dará um “choque de gestão” aos servidores e que a Câmara irá apoiá-lo.

Diante disso, nos manifestamos para reafirmar o imenso respeito e orgulho das lutas travadas pelos professores e por todos os servidores por melhores condições de trabalho e de carreira. Não nos aliamos a nenhum prefeito para garantir cargos ou benesses individuais. Nossa luta é coletiva e pelo direito de todos, em especial dos estudantes que formamos cotidianamente em nossas escolas e Cmeis.

Apesar das condições precárias que temos, realizamos um trabalho digno e exigimos respeito e valorização. Não estamos no serviço público de passagem. Construímos nossa luta através do diálogo e do enfrentamento àqueles que insistem em negar a urgente necessidade de tornar a educação pública como política prioritária.

Nos manifestaremos e organizaremos os trabalhadores contra a retirada de direitos sempre que necessário. Medo e covardia não fazem parte da nossa luta. Nossa batalha é todo dia e para além do desrespeito do vereador, seguiremos firmes!