Araucária, 25 de dezembro de 2011

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Greve de fome contra Reforma da Previdência tem adesões pelo país

A mais radical atitude de resistência popular contra o desmonte da Previdência é a greve de fome que um grupo pessoas começou, em Brasília, a 5 de dezembro. Nesta semana, novos grupos aderiram no Rio Grande do Sul, Sergipe e Piauí

Atualização: Com a suspoensão da votação da reforma da Previdência, adiando sua votação para o prpóximo ano, a grve de fome foi suspensa em 14 de dezembro.

Se for aprovada, a reforma vai piorar a vida dos trabalhadores do campo e da cidade, em especial as mulheres. O recurso que fazia a seguridade social ser superavitária será destinado ao cassino do capital financeiro.

A greve de fome começou com três militantes do Movimento dos Pequenos Agricultores (MPA), em 5 de dezembro, em Brasília. As camponesas Leila Denise e Josi Costa e o Frei Sérgio Görgen foram seguidos por Fábio Tinga, do Movimento dos Trabalhadores e Trabalhadoras por Direitos (MTD). Somaram-se a eles Simoneide de Jesus, do MPA, Rosângela Piovizani e Rosa Jobi, do Movimento de Mulheres Camponesas (MMC).

Nesta semana, novos grupos entraram em greve de fome, no Rio Grande do Sul, Sergipe e Piauí.

No Piauí, Liria Maria e Leonardo Machado militante do MPA, estão em Greve de Fome no aeroporto da capital, Teresina.

Em Sergipe (foto ao lado), fazem greve de fome na Câmara Legislativa, Samuel Carlos, Elielma Barros, José Valter Vitor e Eliana Sales.

No Rio Grande do Sul, Lucas Pinheiro, Rosane do Amaral e Marlei Sell (MPA) e Celis Madri (Sindicato dos Municipários de Canguçu - SIMCA) iniciaram greve de fome na segunda-feira, 11. Juntaram-se a eles em Porto Alegre mais 12 companheiros de luta.

Em Santa Catarina (foto ao lado), Gilberto Schneider MPA, Lucimar Roman e Justina Cima (MMC), Thiago Leucz, Levante Popular da Juventude e Antônia Sandra Vieira Quilombolas fizeram um ato que chamaram Dia de Fome, na Assembleia Legislativa.

Em vários outros estados cidades estão se realizando vigílias, atos e ações de denúncia da Reforma da Previdência.

Na tarde da terça-feira, os grevistas em Brasília receberam a visita do cardeal Dom Sergio da Rocha, presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), na Câmara dos Deputados. “Queremos nesse momento reafirmar a necessidade de preservar o direito da população dos mais diversos campos, em especial os mais pobres, dos mais sofredores e daqueles mais indefesos”, explica o cardeal.

No final do dia, o presidente da Câmara dos Deputados Rodrigo Maia (DEM-RJ) visitou os camponeses e camponesas que estão em Greve de Fome. Após ouvir Frei Sérgio sobre como a Reforma da Previdência irá afetar os trabalhadores do campo e da cidade, Maia afirma ser a favor da Reforma da Previdência, porém não tem decisão se a colocará em pauta para a votação este ano, ou em 2018.

Fonte e fotos: Comunicação MPA