Araucária, 25 de dezembro de 2011

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Sindicatos insistem em respostas do governo para a Educação

Sexta-feira, 22 de dezembro. Passava das 18h30 quando terminou a última reunião de negociação no ano entre Sismmar e Sifar e o governo Hissam. As direções sindicais apresentaram as demandas da educação e pediram encaminhamento ágil

O prefeito não participou da reunião. Hissam chegou junto com secretários e o procurador do Município, criticou um artigo sindical publicado em jornal de circulação local, com questionamentos à política de governo, e saiu.  

Quem encaminhou a reunião pelo governo foi o secretário Genildo Carvalho, que recebeu das direções sindicais as demandas dos servidores da Educação, tanto do magistério como do quadro geral. Também foi reivindicada a adoção de uma política de correção do vale-alimentação, para reajustá-lo junto com os vencimentos.

Educadoras infantis

A dirigente do Sifar Fernanda Amaral apresentou a reivindicação das educadoras infantis de reconhecimento como professoras da Educação Infantil. Este é um movimento pela valorização da Educação Infantil que ocorre em todo o país e será uma luta em destaque em 2018.

Aposentadoria especial para pedagogas

O procurador geral do Município, Simon Quadros, voltou a caracterizar o trabalho das pedagogas como cargo técnico. As dirigentes insistiram nos estudos e na jurisprudência que reconhecem as pedagogas como professoras, a ponto de Quadros solicitar que sejam entregues estes documentos à PGM. São documentos já apresentados durante o ano, que serão protocolados. Coisas da burocracia protelatória.

Promoções e progressões

Diante das críticas à falta de encaminhamento das reivindicações, Genildo ressaltou o esforço do governo para regularizar os avanços sonegados aos servidores.

As dirigentes lembraram que há várias pendências sem resolução. Uma delas é de quem teve reconhecido o direito a avanços, mas se aposentou sem receber por eles. É preciso que o governo faça o cálculo e encaminhe ao FPMA. É importante fazer logo para que a dívida não se avolume e se torne de difícil solução.

Docência I

Do Magistério, 70% não foram inteiramente contempladas com o reenquadramento. É preciso urgentemente que o procurador geral do Município vá até o Ministério Público e verifique pessoalmente que o parecer que nega as promoções se baseia em termos adulterados de um documento oficial. O pedido foi reforçado várias vezes.

A ação do Ministério Público refere-se ao avanço diagonal em um quadro de carreira que nem existe mais. O parecer da PGM forçou a barra para dizer que o avanço vertical da Docência I seria transposição de cargos.

Se Quadros mantiver esta postura impassível, ele se coadunará com a farsa montada no governo anterior.

É preciso avançar!

A pauta tratada foi enviada e protocolada anteriormente pelos sindicatos, porém, os representantes do governo não souberam responder questões mais simples, e solicitaram que novamente fossem enviados os processos a que a pauta se referia.

Uma nova reunião foi marcada para a primeira quinzena de fevereiro, quando os sindicatos esperam que, de fato, a pauta seja encaminhada de forma clara e objetiva, como prometeu o governo, após um ano inteiro.