Araucária, 25 de dezembro de 2011

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Educadoras infantis param pelo reconhecimento profissional

Desde os anos 1990 a Educação Infantil vem mudando seu caráter assistencial (de creche) para unidade educacional. Novas exigências para a formação e atividades pedagógicas foram requeridas, sem a contrapartida na valorização profissional

As educadoras infantis de Araucária paralisaram as atividades por um dia nesta segunda-feira, 19 de fevereiro. Elas se concentraram pela manhã na frente da Secretaria de Educação e saíram em passeata até a Prefeitura Municipal.

O motivo da mobilização é a luta pelo reconhecimento profissional. O governo exige dessas profissionais a formação e os deveres cobrados dos professores, sem que lhes seja garantida a isonomia de direitos.

Uma das reivindicações é a adoção da hora-atividade de um terço da jornada. Hoje, o tempo para planejar o trabalho educacional é escasso e é organizado a critério da direção da unidade quando há a possibilidade.

Outros direitos em pauta são a aposentadoria especial e o respeito ao calendário escolar aplicado aos professores.

Desde a aprovação da atual LDB, em 1996, a Educação Infantil perdeu seu caráter assistencial e passou a assumir atividade educativa. Assim como, as carreiras dos profissionais que atuavam nestas creches passaram também progressivamente a ser reestruturadas, de acordo com as novas exigências da função.

Vários municípios brasileiros já adequaram esta realidade aos planos de carreira. Alguns deles são Belo Horizonte, São Bernardo do Campo, Campo Grande e Curitiba, além de outros.

Além de apoiar a pauta de luta dessas trabalhadoras, o Sismmar defende a qualidade para a educação pública. Isto só é possível com investimentos na valorização profissional e nas condições de trabalho.

Estamos juntos no apoio a esta luta porque entendemos que a pauta é legítima.