Araucária, 25 de dezembro de 2011

NOTÍCIAS

Discriminação e descaso na distribuição de vagas

Na escolha de vagas dos professores novos concursados, cotistas raciais ficaram para o final, gerando críticas. O procedimento foi refeito. Diante de dúvidas, críticas e polêmicas, chamaram o diretor geral da SMGP, que se negou a comparecer

Diante da omissão da SMGP, o Sismmar mediou a polêmica causada na distribuição de aulas

Gerou polêmica a distri­buição de vagas para novos concursados ocorrida em 2 de abril. Professores que ingres­saram pelo sistema de cotas raciais foram deixados para o final da lista e se sentiram discriminados.

O Sismmar e o Sifar protocolaram ofício jun­to à Secretaria Municipal de Gestão de Pessoas para solici­tar esclarecimentos sobre os critérios, manifestar a posição das entidades e requerer pro­vidências. Servidores e repre­sentantes do Fórum de Com­bate ao Racismo em Araucária estiveram presentes.

Não há lei regulamente a forma de distribuição de aulas aos cotistas. Porém, há uma convenção de que se deve atender ao princípio da pro­porcionalidade, de forma que a inclusão seja completa. As­sim, como 10% das vagas são de cotistas, a cada 10% dos concursados a escolher vaga, um deve ser cotista.

Este princípio não foi res­peitado no primeiro momen­to pela orientação da Gestão do Município. A fim de repa­rar o erro, foi necessária nova escolha de vagas, realizada no dia 5 de abril. Isto, porém acabou causando transtor­nos para todos os envolvidos, gerando descontentamento também entre os não cotistas.

Antes de iniciar a no­va distribuição de vagas, as funcionárias da Smed foram questionadas pelos professo­res sobre os critérios que se­riam adotados. Havia dúvidas, críticas e revoltas. As funcio­nárias da Smed solicitaram a presença do diretor geral da SMGP Ricardo da Silva Machado, para que prestasse os devidos esclarecimentos. Ele respondeu por telefone que não iria, demonstrando des­caso com os trabalhadores.

Foram os dirigentes do Sismmar, com sua assessoria jurídica, que acabaram me­diando a situação.

O Sismmar espera que, com o ocorrido, o governo municipal regulamente o pro­cesso e oriente os servidores sobre a função inclusiva da política de cotas, para que não se repitam práticas discri­minatórias.