Araucária, 25 de dezembro de 2011

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Sismmar emite nota de apoio aos petroleiros e contra a rapinagem na Petrobrás

O governo reduz o refino de petróleo para permitir a importação de derivados por preços do mercado internacional, que chegam em valores extorsivos nos postos. Greve dos petroleiros denuncia este esquema de desmonte da Petrobrás

Nota do Sismmar

Em apoio aos petroleiros e contra a rapinagem na Petrobrás

Os professores municipais de Araucária, por meio do Sismmar, manifestam solidariedade aos trabalhadores das empresas da Petrobrás, que preparam uma greve de 72 horas a partir de quarta-feira, dia 30.

O feriado do dia 31 não diminui o impacto da paralisação porque as refinarias deveriam funcionar normalmente, se não fosse o movimento.

Os petroleiros vão à greve para denunciar o desmonte e a privatização de empresas do sistema Petrobrás.

Os eixos principais do movimento são

  • redução dos preços dos combustíveis,
  • manutenção dos empregos,
  • retomada da produção das refinarias,
  • fim das importações de derivados de petróleo,
  • não às privatizações e desmonte da Petrobrás e
  • demissão de Pedro Parente da presidência da empresa

Entreguismo

Para tocar o projeto de sucateamento, o governo alinha o preço dos combustíveis ao mercado internacional.

As refinarias reduziram sua produção a 70% da capacidade. Assim, as concorrentes Shell, Esso, Chevron, etc. importam combustível do exterior, sobretudo dos EUA.

Compram lá fora para vender aqui, ao preço internacional, a gasolina que poderia ser produzida no Brasil por valor bem mais baixo.

Para evidenciar os interesses do lobista Pedro Parente, o presidente da Petrobrás colocou no Conselho Administrativo da empresa dois representantes da Shell e um da Maersk.

Ficam preservados os interesses do mercado, manipulado pelo 1% de pessoas ultramilionárias, os verdadeiros capitalistas.

Por que essa greve desafia a política econômica neoliberal, o governo Michel Temer convocou as força armadas para ocupar as refinarias.

O Sismmar repudia esse grave ataque ao Estado Democrático de Direito e defende a retirada imediata das tropas militares que estão nas instalações da Petrobrás.

Repar

Com a produção diminuída, a Repar coloca empregos em risco e reduz seu lucro, sendo preparada para ser vendida a preço baixo.

Fica escancarada a política de desmonte da estatal para a posterior privatização.

Quem comprar a Repar estará muito mais interessado na lucratividade internacional do que na qualidade de vida do povo de Araucária.

A Petrobrás é do povo brasileiro. A Repar é também do povo do Paraná e de Araucária.

Os petroleiros em greve defendem os nossos interesses.