Araucária, 25 de dezembro de 2011

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A luta dos servidores de Araucária pelos seus direitos está ameaçada!

A plataforma de governo de Jair Bolsonaro pode ser definida como fascismo neoliberal: é a imposição da agenda econômica do grande capital aliada ao uso da força repressiva estatal e de facções extremistas

Coluna do Sismmar publicada na edição de 25 de outubro de 2018 do jornal O Popular

Atenção, servidores e população de Araucária!

Nossa luta está ameaçada!

Nosso país avalia a possibilidade de eleger um fascista. Isto, por si só, já é um grande problema. A plataforma de governo de Jair Bolsonaro pode ser definida como fascismo neoliberal: é a imposição da agenda econômica do grande capital aliada ao uso da força repressiva estatal e de facções extremistas.

Historicamente os trabalhadores lutam pelo direito de se organizar, pois sabem que somente unindo forças há alguma possibilidade de equilibrar as negociações com empresários. Nessa luta, o sangue de muitos deles foi derramado. Por isto, a cor vermelha é usada como símbolo da luta dos trabalhadores.

Portanto, quando Bolsonaro afirma que “vai varrer todos os vermelhos do país”, ele se refere aos que lutam por justiça. A promessa aos donos das empresas é de que, além de retirar direitos como o 13º salário e a licença maternidade, os trabalhadores serão violentamente reprimidos quando forem reclamar.

Se esse candidato for eleito, o povo vai continuar sem emprego, pois ele já admitiu não ter projeto para impulsionar a economia. Quem tiver emprego não terá direitos, nem salário adequado. A miséria que já cresce a olhos vistos tende a sair do controle.

Como os investimentos na educação, na saúde e na segurança foram congelados com o voto dele, a Emenda Constitucional 95 não será revogada. Sem recursos, o caos deve se instalar nas áreas sociais.

O povo não vai ficar sofrendo calado e morrendo de fome. Vai às ruas. Como Bolsonaro não tem qualquer inclinação para dialogar com o diferente (pois foge dos debates e só concede entrevista combinada), ao se sentir questionado, vai querer resolver a situação ‘na base da porrada’.

Nas periferias devem proliferar milícias e grupos de extermínio, que ora disputarão espaço e ora atuarão alinhados com o crime organizado.

Neste ponto, estamos a um passo dele colocar o exército na rua, decretar Estado de Sítio e baixar a repressão contra os sindicatos e movimentos sociais. O que se desenha são mortes, prisões, torturas e exílio.

Qual instituição fará frente a esta situação se, segundo o filho do candidato, para fechar o Supremo Tribunal Federal bastam um cabo e um soldado?

A corrupção deve se oficializar. Afinal, o que se pode esperar de um candidato que fraudou as eleições no primeiro turno com um esquema milionário e ilegal de fake news para manipular a opinião pública?

Vai sobrar algo após quatro anos? Serão só quatro anos? Pense bem antes de votar.

Sismmar e Sifar