Araucária, 25 de dezembro de 2011

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A história de nossa vida como classe trabalhadora é a história das nossas lutas

O resultado da eleição no Brasil foi fruto de uma campanha financiada pela burguesia que precisava de um governo que acelerasse e profundasse ainda mais os ataques à classe trabalhadora

Coluna do Sismmar
no jornal O Popular

O resultado da eleição no Brasil foi fruto de uma campanha financiada pela burguesia que precisava de um governo que acelerasse e profundasse ainda mais os ataques à classe trabalhadora. Assim, descartou o PT e, percebendo que Alckmin não engrenava, se empenharam em apoiar o candidato do PSL.

Mentiras, discurso de ódio com posteriores “justificativas”, acusações e fuga de debates marcaram as estratégias dessa campanha, que conseguiu enganar direitinho muitas pessoas que, sem enxergar o que existe por trás de Bolsonaro, o elegeram. 

A conciliação de classes orquestrada pelo PT também foi derrotada, principalmente porque retrocedeu a consciência da classe. Isto potencializou o discurso mentiroso de um militar saudoso da ditadura que se inscreveu prometendo ser o salvador da pátria. Assim, o ódio ao PT bateu o martelo na disputa que encerrou no domingo.

Para avançar contra os direitos dos trabalhadores, Bolsonaro pretende avançar com as reformas trabalhista e da previdência, além de criminalizar os sindicatos e movimentos sociais.

O discurso que fez trancado em casa é carregado de ódio de classe. Afirma que, para quem luta, o que sobra é a cadeia ou o exílio: o ataque às organizações que não arredarão o pé de lutar.

Para desgraça da burguesia, nós somos muitos e quando estamos juntos, não tem preconceito, ódio e violência que nos derrube.

Foram mais de 47 milhões de pessoas que votaram contra Bolsonaro e nós estamos entre elas. Mais de 30 milhões de pessoas não votaram. Mais de 2 milhões votaram em branco e mais de 8 milhões anularam seus votos. São milhões que disseram NÃO para o que quer a burguesia com seu candidato fascista.

A direita que, de tempos em tempos, é liberada pela burguesia para destilar seu ódio de classe e seu preconceito, é responsável pelo aumento da violência e das mortes provocadas por apoiadores de Bolsonaro que acham que têm carta branca para matar. Mestre Moa do Katendê foi assassinado em Salvador. A travesti Priscila foi assassinada em São Paulo. O jovem Charlione foi assassinado no Ceará ao lado de sua mãe.

Nós vamos seguir ampliando as trincheiras de organização e luta da classe trabalhadora e vamos construir com todas as organizações que de fato estejam dispostas a lutar contra o fascismo que representa o projeto de Bolsonaro e sua equipe.

Fonte: Intersindical – Instrumento de Luta Organização da Classe Trabalhadora – adaptado