Sindicato dos Servidores do Magistério Municipal de Araucária.

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17 de abril é o Dia Internacional de combate à Homofobia. Este é um assunto que diz respeito a todas as escolas porque em todos os espaços, nas famílias, nas salas de aulas existem pessoas com diferentes identidades, que precisam ser respeitadas. Uma delas é a identidade sexual.

A escola tem que estar preparada para trabalhar com a questão da sexualidade. Ignorar o assunto significa permitir que o senso comum atue e reforce preconceitos.

Não se têm muito claros os fatores que determinam uma pessoa como heterossexual, homossexual, bissexual, transexual. Uma analogia pode ser feita com os fatores que fazem a pessoa ser destra ou canhota. Sabe-se apenas que isto se define nos primeiros anos de vida, sem que ninguém tenha consciência dos elementos.

E durante a vida pode-se oprimir um canhoto para ele treinar a mão direita, como se fazia na Idade Média. Mas nunca terá a mesma habilidade com ela. Um sujeito não heterossexual também pode se adestrar para atender as expectativas da sociedade. Mas desta forma nunca terá sua sexualidade resolvida. Será uma pessoa frustrada. Pois a sexualidade não é opção. Também não é orientação que se recebe de ninguém.

Desta forma, um casal homossexual, seja masculino ou feminino, não vai determinar a identidade sexual do filho ou da filha. Fosse assim filhos de heterossexuais seriam somente héteros.

A escola precisa romper o véu da hipocrisia, respeitando as diferenças e aprendendo com elas.

Foi com este objetivo que os movimentos sociais propuseram à Câmara Federal incluir entre as diretrizes do Plano Nacional de Educação a superação das desigualdades educacionais, “com ênfase na promoção da igualdade racial, regional, de gênero e de orientação sexual”.

Definir os pilares onde se estruturam os preconceitos é indicar como enfrentá-los. Mas os deputados cederam à pressão da bancada conservadora e de setores ligados a igrejas. Retomaram a redação que veio do Senado, genérico e que fala apenas em “erradicação de todas as formas de discriminação”.

Venceram os grupos que não toleram as diferenças e acham que é possível enquadrar as pessoas dentro de certos padrões pré-estabelecidos, que eles consideram normais.

Mesmo que sejam pacíficos, cordiais e tementes a Deus, defendem uma visão estreita dá base para indivíduos violentos atacarem quem não se ajusta a esses padrões.

A homofobia é sempre uma violência, por oprimir os diferentes para forçá-los a serem iguais, seja por gestos, olhares ou atos. Por não reconhecer que essas pessoas tem os mesmos direitos.

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