Sindicato dos Servidores do Magistério Municipal de Araucária.

O prefeito e os vereadores de Araucária obrigaram os servidores a alterar totalmente a programação da Greve Geral, realizada em 30 de junho. Tudo por que nesse dia a Câmara Municipal colocou em segunda votação o projeto de lei limitando em R$ 5.531,31 o pagamento de dívidas judiciais.

As atividades que estavam programadas para ocorrer ao lado da Prefeitura foram suspensas. A mobilização ficou concentrada na Câmara Municipal.

Para os servidores, a questão era importante porque os sindicatos Sismmar e Sifar estavam negociação com o governo municipal para o pagamento das promoções, congeladas desde 2013. As carreiras estão estagnadas. Várias ações judiciais foram feitas com para cobrar esta dívida.

O governo ainda não havia apresentado proposta à categoria para regularizar a situação. Ao invés disto, enviou aos vereadores projeto de lei para reduzir ao mínimo as dívidas reconhecidas pela Justiça.

Em vez de negociar solução com os servidores, o prefeito jogou para precatório o pagamento dos direitos que foram sonegados dos servidores.

Enquanto ocorria a votação, os servidores ocuparam o plenário da Câmara Municipal, obrigando a suspensão da sessão.

Com a saída dos vereadores, a categoria decidiu permanecer no local. Ao meio dia ocorreu o marmitaço, em referência à luta pelo reajuste do vale alimentação e pelo retorno do abono dos aposentados.

À tarde, professoras da rede municipal de Curitiba fizeram um relato da luta dos servidores da capital contra o pacotaço do governo Greca.

Uma comissão de servidores foi até a Prefeitura para pedir o veto ao projeto 1999/2017. O secretário de Governo Genildo Carvalho recebeu os servidores e afirmou que ‘se houve tamanha reação com este projeto, imagina quando forem alterados os planos de carreira’.

O recado foi dado. O governo se prepara para tirar direitos de carreira.

Por este motivo, na assembleia que se realizou no local, o funcionalismo de Araucária decidiu reafirmar o Estado de Greve, deflagrado na assembleia de 20 de junho.

Em seguida, foi decidida a desocupação da Câmara de Vereadores.

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