Sindicato dos Servidores do Magistério Municipal de Araucária.

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Os usuários do transporte coletivo metropolitano estão revoltados com as mudanças ocorridas no modelo, que na verdade desintegrou a Rede Integrada de Transporte.

Um passageiro que transita entre Araucária e Curitiba até pouco tempo pagava apenas R$ 2,85, independente do trajeto. Agora, se precisa se deslocar de ônibus na cidade antes de ir Curitiba, deve pagar duas tarifas. A local, que varia entre R$ 2,50 e R$ 3,30, mais a intermunicipal, entre R$ 3,15 e R$ 3,30, num total que pode ir de R$ 5,80 a R$ 6,45.

Não é pouca gente que mora em Araucária e trabalha ou estuda em Curitiba. Ou mora em Curitiba e trabalha em Araucária. O magistério está cheio de exemplos.

Ao todo são 14 municípios na RIT. Segundo dados da Urbanização de Curitiba S/A (Urbs), são 2,27 milhões de passageiros por dia e 1.945 ônibus, que percorrem 356 linhas em Curitiba e região.

O desmonte da RIT se deu à uma queda de braço entre o governador Beto Richa (PSDB) e o prefeito de Curitiba Gustavo Fruet (PDT). Alia-se a isto a omissão dos demais prefeitos. Comodismo, na verdade, pois delegam toda a política de integração regional à Comec – Coordenação da Região Metropolitana de Curitiba.

Como todas estas cidades têm vidas interdependentes, deveriam pensar todo o seu desenvolvimento em conjunto, para garantir qualidade de vida a toda a população, de Dr. Ulisses a Agudos do Sul. É preciso que os Planos Diretores sejam integrados, considerando uma política de transporte comum. Isto, claro, junto com as demais políticas que assegurem moradia, acesso à água, energia, saúde, educação, mobilidade urbana por todos os meios; que a ocupação territorial promova a cidadania, não a especulação imobiliária.

Mas, por ora, esta meta é ousada demais, se observarmos que o momento é de desmonte de tudo que seja do interesse público.

Estelionato

No ano passado, em campanha eleitoral, o governador Beto Richa disse que tinha saneado as finanças do Estado e prometeu investir na RIT. Logo revelou que havia mentido para seus eleitores.

Para tentar equilibrar as finanças do Estado, impôs um tarifaço à população, aumentando o imposto sobre o combustível e produtos da cesta básica e tentou impor um pacotaço contra aos servidores.

Outra medida foi reduzir o subsídio à RIT. Em 2012 o Estado repassou o equivalente a R$ 5,3 milhões por mês. Para este ano estava se dispondo a repassar apenas R$ 2,3 milhões mensais. Por sua vez, o prefeito de Curitiba se recusou a assinar um novo convênio para manter o sistema e retirou o subsídio pago pela Prefeitura.

O modelo de licitação do transporte coletivo feito em 2010 se esgotou rapidamente. Favorece o monopólio, já que duas famílias controlam o sistema. Em apenas dois anos já precisou de aporte de R$ 64 milhões do Estado. Neste ano custo chegou a ser estimado em R$ 80 milhões.

Os demais prefeitos também lavaram as mãos e o custo acabou repassado aos próprios usuários.

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