Sindicato dos Servidores do Magistério Municipal de Araucária.

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Em Araucária, a saúde está virando caso de polícia. Na segunda-feira, dia 2, uma médica plantonista do NIS III viveu na pele o drama após ser agredida fisicamente por um paciente que estaria alcoolizado e só foi contido com a chegada da Guarda Municipal.

A doutora Fabiane Fernandes conta que foi chamada para atender o paciente e acabou levando socos e arranhões na região do peito. “O homem estava muito alterado e já havia agredido um auxiliar de enfermagem que tentava ajudá-lo a sair do carro. O pior de tudo é que quando chamei a atenção do paciente dizendo que ele estava me desacatando e que naquele local eu era autoridade, sua acompanhante, que estava bem lúcida, começou a me xingar de vagabunda e me mandou tomar no c…. Isso é um absurdo, porque a confusão só parou quando chamamos a Guarda Municipal”, relatou a médica.

Ela disse ainda que mesmo após ser levado para sala de atendimento, o homem continuou armando confusão e novamente a GM precisou intervir. “Este não foi o primeiro e nem será o último caso de agressão contra os profissionais da saúde. As pessoas chegam aqui revoltadas, não querem nem saber de quem é a culpa da falta de estrutura e da demora no atendimento e vão logo agredindo os atendentes, enfermeiros e médicos. Se a GM fizesse um policiamento 24 horas aqui no NIS talvez coibisse tanta violência”, comentou a médica.

Ainda de acordo com ela, em muitos casos as agressões e ameaças aos funcionários acabam impedindo o tratamento da população. “A gente fica com muito medo e acaba tendo que fugir dos agressores, o que impede que eles recebam atendimento”, completou.

Outra profissional do NIS comentou que a falta de segurança tem preocupado muito os funcionários, que convivem sob constante risco de ameaças e agressões. “A Guarda Municipal não fica direto aqui e a vida dos servidores fica entregue à própria sorte”, denunciou.

Sem efetivo
O diretor da Guarda Municipal de Araucária, Wesley Fabiano da Costa, explicou que dois guardas municipais são designados para fazer a segurança no NIS 24 horas por dia, no entanto, no turno da noite eles permanecem no local até ter movimento e depois retornam às suas bases. “Estamos fazendo uma nova escala e a partir de sábado, vamos designar mais dois guardas, somando quatro, que farão a segurança do local”, disse.

Wesley explicou ainda que estes novos GMs são alunos que estão aguardando o término do curso de formação e ficarão atuando no NIS até serem chamados. “Após a conclusão do curso, com mais GMS atuando, vamos reestudar a escala. O que podemos adiantar é que no momento não temos efetivo suficiente para manter um ou dois policiais fixos no local”, pontuou.

Nota do Sismmar: A violência é gerada pela ineficiência do estado em atender à população. Não se pode descondiderar o recorte de gênero nesta nota, uma vez que as agressões normalmente se inicam contra médicas mulheres ou enfermeiras. Tratar a questão apenas pelo viés policial, mantendo a Guarda Municipal no local, e criminalizar o ato não resolve a questão. É preciso promover ações que coibam violências e ampliar o debate sobre a política de segurança pública que está sendo adotada no município.

Com informações do jornal  O Popular

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