Sindicato dos Servidores do Magistério Municipal de Araucária.

Mais uma vez prefeito Gustavo ignora servidores e não compareceu à reunião.

 

Em nova rodada de reunião entre o Sindicato dos Servidores do Magistério Municipal de Araucária (SISMMAR), o Sindicato do Funcionalismo de Araucária (SIFAR) e a administração municipal de Araucária, que ocorreu na manhã desta terça-feira, 9, na Prefeitura Municipal, as(os) servidoras(es) não obtiveram o resultado esperado. Os representantes da gestão municipal, trouxeram para a mesa de negociação somente o que já tinham afirmado no encontro anterior: aumento de 4,11% sobre os vencimentos, salários, proventos de aposentadoria e pensões para todos os(as) trabalhadores(as) e, justificando falta de dinheiro em caixa devido à baixa arrecadação no primeiro quadrimestre de 2026, em comparação ao mesmo período de 2025, nenhum aumento no vale-alimentação.

Estiveram presentes no encontro a coordenadora geral do SISMMAR, Simeri Calisto, da professora e coordenadora administrativa do SISMMAR, Kathleen Marczinski, das professoras da Educação Infantil, Nayara Mesquita Andrade e Priscila Silva de Freitas, e do advogado do Sindicato, Ludimar Rafanhim. Os servidores que compõem o quadro do funcionalismo foram representados pela diretoria do SIFAR. Já o prefeito de Araucária, Luiz Gustavo Botogoski, novamente não compareceu à reunião, apesar de estar na sede do Paço Municipal, de acordo com as informações apresentadas.

Estavam presentes os secretários de Governo, Robison Furman, e Municipal de Finanças, Francisco Amauri de Arruda e a diretora-geral da Secretaria de Finanças, Cristiane Pereira Cordeiro; a secretária municipal de Gestão de Pessoas, Thaisa Botogoski, a diretora geral de Gestão de Pessoas, Margarete Inês Hass Druciak; o secretário municipal de Educação, Sergio Ricardo Hey e a diretora da Secretaria, Patrícia Pires Serra Fagundes; a diretora geral do gabinete do prefeito, Viviane Mazeppa Simioni; o sub-procurador geral do município, Gustavo Ohpis Rodrigues e o assessor da PGM, Marcio Rodrigo Antunes.

Ao iniciar o encontro, a administração municipal trouxe informações sobre a arrecadação do município no primeiro quadrimestre de 2026, fazendo um comparativo com o mesmo período do ano anterior, onde apontou um déficit de mais de R$ 30 milhões, além de comparativos sobre o impacto financeiro com a proposta de aumento de 4,11% e 4,22%. Após a apresentação, o secretário de governo destacou que não há dinheiro em caixa e que não haveria nenhuma outra negociação salarial que fosse diferente do que a gestão poderia pagar.

“Nós saímos dessa reunião do mesmo jeito que entramos. O governo não quer negociar um aumento digno para os(as) professores(as) e ainda deixa os(as) servidores(as) da Educação Infantil sem nenhum acréscimo, já que eles recebem a diferença por complementação”, destacou Simeri.

 

 

Abaixo da inflação

As diferentes justificativas do governo sobre a falta de recursos em caixa, como a queda na arrecadação do Impostos sobre Operações relativas à Circulação de Mercadorias e Prestações de Serviços de Transporte Interestadual e Intermunicipal e de Comunicação (ICMS), a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA) e dos royalties de exploração natural, em comparação com o primeiro quadrimestre de 2025 e 2026, e, desta vez, também destacando que haverá uma nova atualização da receita já que se iniciou a cobrança do Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU), são provas de que a administração não possui interesse na melhoria salarial dos mais de 1.000 professores e professoras que atuam nas escolas municipais e nos Centros Municipais de Educação Infantil (CMEIs).

Nesse ponto é fundamental destacar que o comparativo que eles estão apresentando na mesa de negociações e na divulgação de matérias para a população vai de encontro com o que os vereadores aprovaram no orçamento da Lei Orçamentária Anual (LOA) de Araucária para 2026 foi fixado em R$ 2,28 bilhões. A lei aprovada na Câmara Municipal em dezembro de 2025, representa um acréscimo de quase R$ 300 milhões no orçamento municipal em comparação com o ano anterior.

A proposta apresentada pelo governo municipal é um valor abaixo da previsão da inflação para o período da data-base do servidor de Araucária, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), no levantamento feito pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

“É incrível como eles vêm ‘negociar’ conosco com uma proposta que fica abaixo da inflação. Isso é ter um descaso com as professoras e os professores. Mais uma vez lançaram a linha longe e estão trazendo o anzol, mas se esquecem que não se pesca peixe grande com maruseigo e com vara pequena de bambu”, disse Simeri.

 

Reposição das Assembleias

O encontro esta terça-feira contou com a presença de uma pessoa fundamental nesse processo de negociação, o secretário de Educação. No último encontro não havia nenhum representante da Secretaria na mesa.

Apesar da presença do responsável pela pasta, também não trouxe nenhuma proposta diferente para negociação e ainda provocou indignação na coordenadora do SISMMAR ao afirmar que fará descontos salariais dos professores e professoras que participaram das Assembleias realizadas nos dias 28 de maio e 9 de junho.

Irredutível em atender qualquer outra proposta, como a reposição de horas que já havia sido validada em ata referente a presença dos(as) servidores(as) do Magistério nas Assembleias, o secretário faltou com a verdade, ou desacredita nos próprios comandados, sobre o que foi combinado entre a Secretaria e o SISMMAR. Nesse ponto, destaca-se que ele também não estava presente na reunião onde foi firmado esse compromisso.

Chamado para fazer “volume” na reunião, não se pronunciou sobre qualquer outro assunto e deixou a sala antes do término do encontro, novamente ignorando uma importante pauta que faz referência exatamente a pasta que controla.

O SISMMAR continuará lutando para que os(as) servidores(as) não sejam prejudicados por estarem fazendo um ato reconh

 

ecido na Constituição Federal e, que por lei, inclusive com aprovação do Supremo Tribunal Federal (STF), pode ser negociado para que as(os) participantes e os alunos não tenham percas.

 

Pressão

Mesmo com conhecimento sobre as pautas de negociações propostas pelo SISMMAR e pelo SIFAR, a administração municipal está utilizando das reuniões para postergar o pagamento dos benefícios aos(as) professores. Após duas reuniões entre os sindicatos e os representantes da gestão e pouco avanço, cerca de mil servidores(as) que estavam do lado de fora do Paço Municipal, convocados pelos sindicatos, ficaram impacientes e fizeram uma caminhada no entorno da prefeitura, inclusive adentrando ao espaço da recepção, em ato pacífico, no intuito de pressionar para uma resolução das propostas.

Uma nova reunião foi agendada para o dia 30 de julho, onde haverá maior discussão sobre a reposição das horas, sobre um possível aumento no vale-alimentação e a aplicação aos professores de educação infantil o reajuste ainda este ano. Os debates acerca do pagamento da dívida histórica ocorrerão no mês de agosto, em data a ser agendada. O pagamento do retroativo da pandemia da COVID-19 está em estudo e as negociações serão retomadas no final de 2026. Um estudo pedagógico será implantado para que se avalie a viabilidade da reposição do calendário escolar.

 

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