reforma da previdência

reforma da previdência

Coluna do SISMMAR publicada nesta quinta-feira (14), no Jornal O Popular

Na próxima quarta-feira (20), o SISMMAR e o SIFAR vão organizar uma mobilização contra a reforma da Previdência, na Praça da Bíblia. O objetivo é mandar o recado para o governo: os trabalhadores não vão aceitar qualquer proposta que implique na perda de direitos.

A meta do governo federal é aprovar a privatização da Previdência o quanto antes, conforme já anunciou o ministro da Economia. Por isso mesmo, esse é o momento de unir a classe trabalhadora para barrar a proposta, visto que todas as sugestões apresentadas até agora são péssimas para os trabalhadores.

Qual é a proposta do governo?

O governo federal pretende implantar a capitalização da Previdência, modelo no qual o trabalhador precisará fazer uma poupança individual e depositar grande parte do seu salário, tão suado, nas mãos de banqueiros milionários. Com isso, o Estado e os patrões deixam de contribuir e apenas o servidor torna-se responsável pela sua aposentadoria.

No Chile, um modelo muito parecido já foi implantado. Quase 40 anos depois, cerca de 90% dos aposentados recebem menos do que um salário mínimo e o país vizinho hoje sofre com a maior taxa de suicídio entre a população adulta mais velha.

Além de privatizar a Previdência, o governo atual também encaminha uma proposta na qual os servidores terão de trabalhar por mais tempo e terão muita dificuldade para se aposentar, já que serão exigidos 40 anos de tempo de contribuição e idade mínima de 65 anos para a aposentadoria. Isso num país afetado pelo desemprego e informalidade, onde mais de 40 milhões de trabalhadores estão sem carteira assinada!

Por que os trabalhadores têm que pagar a conta?

O governo afirma que há um rombo na Previdência gerado pela crise na economia. Mas, por que apenas a classe trabalhadora tem que pagar as consequências dessa crise? Empresas privadas devem hoje mais de R$ 450 bilhões à Previdência e não estão sendo cobradas. Além disso, o governo fez um saque de mais de R$ 600 bilhões do sistema previdenciário nesse mês.

Aos patrões todo o lucro e nenhuma contribuição social, enquanto os servidores devem trabalhar até morrer? Qualquer que seja a proposta de reforma da aposentadoria, não é aceitável!

A mobilização dos trabalhadores já impediu que a reforma da Previdência fosse aprovada nos governos anteriores. Agora é o momento de nos unirmos novamente para barrar esta proposta ainda mais agressiva e organizar uma grande mobilização contra os ataques à nossa aposentadoria.

FIRMES!


Assembleia Popular

Data: 20/02

Horário: 16h45

Local: Praça da Bíblia (em frente à Câmara de Vereadores)