fake news

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Nos últimos anos o Brasil vive a era da desinformação e das fake news, que é estimulada e financiada pelo próprio governo federal. Com a chegada da pandemia de Covid-19, ficou ainda mais evidente o impacto desastroso das mentiras virtuais no mundo real. Com quase 190 mil mortos pelo coronavírus, o governo Bolsonaro investe mais em notícias falsas do que em políticas públicas para controle epidemiológico.

Enquanto a maioria dos países investe pesado no financiamento de vacinas para a Covid-19, no Brasil uma parcela relevante da população, graças às fake news, adotou discursos antivacina e de tratamento precoce. Diversas são as mentiras que correm as redes sociais e grupos de WhatsApp.

É absurdo pensar que em pleno 2020 as pessoas se deixem enganar por notícias falsas, que geralmente têm manchetes sensacionalistas e evidentemente mentirosas, mas essa é a realidade do país. E infelizmente, a propagação dessas falsas informações ajuda o vírus a se multiplicar. Por isso, é obrigação nossa combater e denunciar sempre que vemos uma fake news!

Vale lembrar que as fake news não são um problema de agora. Informações falsas sempre circularam por veículos tendenciosos e foram propagadas por pessoas mal intencionadas através das mais diversas plataformas. A diferença é que hoje existe um governo que endossa a desinformação e, mais do que isso, necessita dessas notícias falsas para se manter no poder.

A desinformação teve um papel fundamental na campanha de Bolsonaro para a presidência, assim como teve papel crucial na eleição de Donald Trump nos Estados Unidos. A tática, em ambos os casos, foi o disparo em massa de fake news a fim de promover uma sensação de caos na população.

Sabendo que o Brasil é um país LGBTfóbico, Bolsonaro chegou a afirmar durante a sua campanha em 2018 que o governo do PT criou um “kit gay” para crianças de 6 anos nas escolas – algo que nunca existiu, mas que uma parte da população acreditou. Olavo de Carvalho, o “guru de Bolsonaro”, por sua vez, acusou Fernando Haddad de promover o incesto e a pedofilia em um de seus livros, algo totalmente inverossímil.

Nem Bolsonaro e nem Olavo de Carvalho se retrataram ou foram penalizados pelas mentiras medíocres que fizeram circular na campanha presidencial marcada por fake news. Assim, o presidente foi eleito enganando o povo e jamais respondeu por esses crimes. A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) das fake news, vale lembrar, está estagnada sob o comando do “Centrão”, que nada mais é do que uma direita envergonhada conivente com os desmandos do governo federal.

Enquanto impera a era das mentiras e da desinformação quem perde é a população, que vem sendo atropelada pelo governo do caos e do ódio. O resultado de um presidente eleito por campanha de fake news é um país assolado por um governo reformista, pelo aumento da miséria e da pobreza e pelo ataque aos serviços públicos e direitos trabalhistas.

Bolsonaro faz o que quer na presidência e, ciente de que não será responsabilizado pelos seus crimes, utiliza a máquina pública para beneficiar seus filhos e enganar a população. O “gabinete do ódio” segue instalado no poder para espalhar informações falsas. Com a queda de Donald Trump que seguia a mesma lógica bolsonarista, resta saber se o Brasil também terá forças para acabar com esse período sombrio no qual a desonestidade vem vencendo.

Faça a sua parte! Se vir uma notícia falsa nas redes sociais, site ou WhatsApp, denuncie! É possível fazer isso pelo site do TSE: https://denuncia-whatsapp.tse.jus.br/dew/rest/denuncia/

No Facebook e no Instagram, basta clicar na publicação e denunciar para a própria plataforma informando que trata-se de conteúdo falso.