Um meme que circula nas redes sociais diz que mais do que uma consciência étnica, deveríamos nos preocupar com a consciência humana.

A peça não deixa de ter o valor de evidenciar a necessidade dos seres humanos se reconhecerem como iguais, acima de raças, crenças, sexos, gêneros e todas as diferenças.

No entanto, o meme desvia a atenção de uma questão central para a celebração do Dia da Consciência Negra. É a importância de assimilarmos a vivência africana na nossa sociedade, com suas histórias, suas tradições e seus ensinamentos, para a população negra construir uma identidade racial e representativa.

Isto tem sido negado de forma sistemática. Somente agora esta barreira está sendo rompida, por iniciativas como o Dia para a Consciência Negra, cotas raciais e políticas públicas reparatórias, como as leis 10.639/03 e 11.645/08.

Somente depois de 500 anos, o Brasil começa a se reconhecer negro. Nas últimas décadas tem aumentado o número de pessoas que se aceitam negras. A autoestima cresce e enfrenta o racismo.

Ter consciência é compreender o seu mundo interior, aquilo que você traz de herança cultural. Isto não pode ser apagado de ninguém, impunemente.

Uma consciência branco-europeia não é preciso estimular porque isto a mídia faz diariamente. Diante disto, cresce a importância da escola atuar para que nossas crianças negras, indígenas e miscigenadas tenham contato com as histórias, o conhecimento e as vivências dos seus povos.

Esta compreensão é fundamental para reconhecer e enfrentar o racismo, a intolerância religiosa, a repressão policial e todas as demais formas de discriminação.

Em homenagem ao povo negro pelo Dia da Consciência Negra, o Sismmar publicou outdoor com imagem de obra de arte do artista plástico Louis-Collins Ejeh, nigeriano radicado nos EUA e a mensagem “Onde há um sonho, há um caminho”, retirada de provérbios africanos.