ato antirracista

ato antirracistaMais uma manifestação contra o genocídio da população preta, o fascismo e a violência policial foi realizada neste domingo (7), em Curitiba, na Praça Santos Andrade. Assim como ocorreu nos demais estados do país, os participantes ocuparam as ruas para reivindicar o fim do racismo e a destituição de Jair Bolsonaro.

Marcado pela forma ostensiva como a Polícia Militar agiu e pelo abuso de poder, o ato só pôde ter a participação de manifestantes que foram revistados antes de poder ter acesso à praça. Muitos participantes relataram que a PM confiscou álcool em gel, que é essencial para evitar a propagação da Covid-19.

Além disso, oito pessoas foram presas e vídeos que mostram a truculência da polícia após o ato circulam pelas redes sociais. Um jovem negro que participou da manifestação chegou a ser abordado pela PM como forma de repressão. A justificativa absurda dos policiais é que ele apresentava um “volume” dentro da blusa.

Apesar de toda a repressão, o recado das ruas foi claro. Em Curitiba e em outras capitais e cidades do Brasil, os manifestantes do movimento antirracista e antifascista exigem o fim da violência policial, do racismo, do fascismo e a saída imediata de Jair Bolsonaro e também de seu vice, Hamilton Mourão.ato antirracista

Dinheiro público

A manifestação contou com forte presença militar, o que incluiu a utilização de helicópteros, drones, dezenas de viaturas e cavalaria da PM. Para fazer um esquema como esse, a fim de reprimir o ato na capital paranaense, muito dinheiro público foi torrado. No entanto, o mesmo dinheiro não vem sendo investido na saúde pública durante a pandemia.

Muitos médicos e enfermeiros já denunciaram a falta de Equipamentos de Proteção Individual (EPI) nos hospitais públicos e centros de atendimento em Curitiba. Enquanto isso, Ratinho Jr e Greca torram dinheiro na tentativa de reprimir uma manifestação legítima do povo que está cansado da violência do Estado, do racismo e das ações fascistas do desgoverno Bolsonaro.

Manifestação é direito e os participantes não podem ser tratados como terroristas. Terrorismo é o que governo Bolsonaro faz, tal qual a ditadura militar, querendo esconder cadáveres. Durante os anos de chumbo, muitos perseguidos pelos militares foram assassinados e seus corpos nunca foram encontrados. Agora Bolsonaro também tenta ocultar cadáveres ao omitir dados em relação ao número de mortos por coronavírus.

O SISMMAR manifesta repúdio ao abuso de poder por parte da PM e do desgoverno e apoia a luta antirracista e antifascista. É urgente que Bolsonaro e sua corja saiam do poder para que a democracia possa ser reestabelecida. Vidas negras importam, manifestantes não são terroristas e o fim do genocídio da população preta é urgente!