coluna SISMMAR
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Coluna do SISMMAR publicada na edição desta quinta-feira (2) do jornal O Popular
O auxílio emergencial é uma vitória da oposição ao governo Bolsonaro, que queria destinar apenas R$ 200 aos brasileiros que precisam de socorro neste momento de pandemia. O valor de R$ 600 para informais e desempregados e de R$ 1,2 mil para mães solo ainda não é o ideal e, por isso, o programa precisa ser ampliado para atender a população que sofre com a falta de comida na mesa.

Também é urgente que o auxílio emergencial seja fiscalizado, a fim de impedir que pessoas que não atendem aos requisitos do programa sejam indevidamente beneficiadas. 28 mil militares ainda não devolveram o auxílio emergencial que receberam sem ter direito e até familiares de Michele Bolsonaro, esposa do presidente, foram beneficiados de forma irregular pelo programa.

Em Araucária, diversos servidores municipais tiveram seus nomes incluídos na lista de contemplados para o auxílio emergencial por um equívoco do cruzamento de dados do governo federal. Ou seja, mesmo sem solicitar o auxílio, esses servidores receberam o valor e a maior parte deles já devolveu o dinheiro aos cofres públicos.

É preciso que todos aqueles que receberam de forma indevida tenham a mesma atitude e devolvam o que não lhes pertence. Mas, para isso, os responsáveis pela fiscalização precisam atuar de forma séria. O auxílio emergencial é voltado apenas para as pessoas com renda familiar de até R$ 3.135 (ou R$ 552,20 por pessoa) e é essencial que chegue até elas.

De acordo com o Dieese, em 2019 a extrema pobreza cresceu pelo quinto ano consecutivo devido ao baixo crescimento do PIB e ao estrangulamento do Bolsa Família. Com a pandemia, a situação da população é ainda pior, já que cerca de 1 milhão de brasileiros perderam o emprego ao longo de maio, segundo pesquisa do IBGE.

Portanto, é preciso dar um basta ao descaso do governo Bolsonaro e exigir que o auxílio emergencial seja ampliado, ao invés de reduzir o valor das próximas parcelas, como propõe o presidente. Afinal, enquanto o desgoverno está preocupado em tentar esconder os crimes dos filhos de Jair Bolsonaro, milhares de brasileiros que atendem aos requisitos ainda esperam que os seus cadastros junto à Caixa sejam aprovados. Outros já desistiram devido às dificuldades na aprovação e sobrevivem apenas com a ajuda das comunidades.

Além disso, também é essencial que se comece a discutir a prorrogação do programa para além da pandemia. Já não há dúvidas de que o surto de coronavírus deixará uma grande recessão econômica no Brasil, mesmo depois que a pandemia passar, e os mais pobres certamente vão precisar de um programa como o auxílio emergencial para ter como sobreviver nesses tempos difíceis.

Se em março Bolsonaro teve R$ 1,2 trilhão para tirar dos cofres públicos e dar aos bancos é porque o país tem dinheiro para ajudar quem realmente precisa. O que falta é a vida do brasileiro ser prioridade para esse governo genocida!

O SISMMAR segue firme na luta em defesa da vida!