perseguição do governo

perseguição do governo

Coluna do SISMMAR no Jornal O Popular desta quinta-feira (18)

Desde antes de ser eleito, Jair Bolsonaro nunca fez questão de esconder que não tem simpatia alguma pelos professores. Quando ainda estava em campanha eleitoral, em novembro de 2018, chegou a defender que os trabalhadores deveriam ser filmados em sala de aula para combater a “doutrinação desacerbada” (sic). De acordo com ele, os professores não deveriam ter medo de serem filmados, mas sim orgulho.

Mas como não ter medo de um desgoverno que estimula a sociedade a odiar os professores? Como ter orgulho de um “antipresidente” que defende o absurdo projeto de lei Escola Sem Partido, que tem como único propósito descumprir o que está previsto na Constituição e impedir que os professores estimulem o senso crítico dos alunos?

Como não temer um projeto de governo que persegue professores em exercício da profissão?

O efeito Bolsonaro é assustador. Desde que ele assumiu a presidência, diversos são os relatos de professores que estão sendo ameaçados em sala de aula. No último episódio, que ocorreu na segunda-feira (15) em Goiás, a professora de sociologia e dirigente sindical Camila Marques foi presa, algemada, agredida e teve seu aparelho celular apreendido pela polícia civil, após tentar defender seus alunos da truculência policial.

Que país é este em que professores são algemados na frente dos alunos por tentar defende-los de uma acusação sem cabimento?

Além de Camila, três estudantes NEGROS, de PERIFERIA e MILITANTES foram levados à delegacia sob a suspeita de estarem tramando um atentado semelhante ao que ocorreu em Suzano (SP). Posteriormente, foi verificado que não havia nada que pudesse incriminá-los e os alunos foram liberados.

Importante lembrar que o caso desta professora não é a exceção, pois perseguir professores tem sido a regra neste desgoverno.

Não basta os trabalhadores da educação terem de lidar com salários miseráveis, congelamento da carreira, turmas superlotadas e unidades educacionais que sequer têm merenda ou materiais básicos para os alunos. Além disso tudo, ainda sofrem a pressão de um desgoverno que estimula pais de estudantes a odiar o professor e desconsidera a importância da categoria para o futuro deste país.

Os professores estão adoecendo em sala de aula e, em meio a tantos ataques, alguns estão tirando suas próprias vidas, desacreditados do futuro. No Estado do Paraná, tem aumentado o número de suicídio de professores em função dos desgastes sofridos com tantos ataques. Hoje, o professor brasileiro está desacreditado e acuado diante de tantas ameaças, enquanto nos países desenvolvidos a situação é completamente diferente, já que estes entenderam a importância do trabalhador da educação para um país saudável.

Mas resistiremos! A sede por justiça tem sido nosso combustível!

FIRMES!