coluna SISMMAR

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Coluna do SISMMAR publicada na edição desta quinta-feira (10) do jornal O Popular

Historicamente a classe trabalhadora é explorada, isso não vem dos governos atuais. Porém, é inegável que nos últimos anos os trabalhadores têm sido esmagados pelos governos federal, estadual e municipal. Enquanto Jair Bolsonaro aproveita a popularidade que o auxílio emergencial lhe proporcionou, os contratos de trabalho estão cada vez mais precários, o desemprego segue aumentando e o funcionalismo segue para ser destruído, conforme o desejo do ministro da Economia Paulo Guedes.

Seiscentos reais, certamente, fazem a diferença no bolso e na mesa dos brasileiros. No entanto, há que se recordar que se fosse pelo presidente e seu ministro o auxílio emergencial seria de apenas R$ 200. A conquista dos R$ 600 se deu através dos parlamentares que fazem oposição a Bolsonaro, mas, é o governo oportunista quem fica com os créditos.

Enquanto a população sofre e morre com os efeitos da pandemia, os governos continuam se aproveitando dela para promover ataques à classe trabalhadora, aos direitos fundamentais e ao meio-ambiente. Com o discurso mentiroso de que irá cortar privilégios, Bolsonaro e Guedes mais uma vez apontam a mira para os servidores públicos com a Reforma Administrativa.

Essa reforma servirá para perseguir quem luta pelos direitos e facilitar o caminho para a retirada dos que ainda restam. A estabilidade do funcionalismo público garante que os servidores concursados possam trabalhar de forma independente, sem rabo preso com político, e com liberdade para denunciar os desmandos e a corrupção. Sem ela, o servidor fica à mercê de interesses escusos dos políticos, e não da população. Quem ganha com isso é a corrupção!

O discurso de que a Reforma Administrativa corta privilégios é completamente falso. Bolsonaro e Guedes optaram por atacar os servidores que atendem a população nas escolas, creches, unidades de saúde, na assistência social e na segurança, enquanto o alto escalão composto por juízes, deputados, senadores e generais ficam de fora dessa reforma. Portanto, não se trata de acabar com privilégios, mas sim de promover a manutenção dos privilégios do alto escalão.

No estado do Paraná e em Araucária não é diferente. O governador Ratinho Jr continua atacando os trabalhadores responsáveis por atender o povo e não promove políticas públicas sérias de combate à pandemia ou à desigualdade social, enquanto o prefeito Hissam continua maquiando o município com asfalto e lâmpada de LED ao invés de investir em Educação, Saúde e Assistência Social.

Hissam encaminhou um Projeto de Lei que foi aprovado pelos vereadores e que libera R$ 120 milhões para asfalto. Enquanto isso, o mesmo Hissam mente que o município precisa de dinheiro para combater a Covid-19 e quer que os servidores municipais paguem a conta com o dinheiro do Fundo de Previdência Municipal de Araucária (FPMA), responsável pelas aposentadorias.

Ou seja, a velha política continua agindo como sempre: torra muito dinheiro com propagandas mentirosas a fim de iludir a população, enquanto esmaga a classe trabalhadora e retira direitos daqueles que mais precisam. Nas propagandas e nos discursos é tudo muito bonito, mas a prática é completamente diferente. O que sobra para a população é a triste realidade do ataque aos serviços públicos gratuitos e a alta no preço dos alimentos básicos como “presente” dos desgovernos atuais.