Professores, funcionários, pais e mães da comunidade da Escola Municipal Irmã Elizabeth Werka foram surpreendidos com a informação de que serão fechadas as séries finais do Ensino Fundamental, já a partir de 2016.

A notícia causou indignação e está mobilizando a comunidade escolar. Nesta quarta-feira, dia 23, às 19 horas será feita uma reunião com os vários segmentos para debater a questão e definir ações contra a estadualização.

É solicitado aos interessados que compareçam de branco, que é a cor da mobilização em defesa da manutenção das séries finais no Werka.

A ordem recebida na escola é para que os alunos dos sextos anos sejam transferidos ao Colégio Júlio Szymanski, no período da tarde, onde estudarão com alunos do Ensino Médio.

A Smed argumenta que precisa das vagas para ampliar a oferta da Educação Infantil.

Mas, para a comunidade, o governo municipal está desesperado para cumprir a lei que o obriga a matricular todas as crianças de 4 e 5 anos até o ano que vem. “Não se planejou no início da gestão e tenta resolver o problema de qualquer jeito”, diz o panfleto distribuído aos pais.

Uma das críticas à decisão da Smed é a de que o Werka foi construído em terreno acidentado, cheio de barrancos, onde diariamente crianças se machucam porque o poder público pouco investe na adequação do espaço físico. Com crianças de 4 e 5 anos, os riscos tendem a aumentar.

Outra temeridade é misturar alunos do 6º ano em escola com alunos do Ensino Médio.

Além disto, a estadualização de escolas e de turmas das séries finais não tem trazido resultados positivos para a população de Araucária. Em vez do poder público se preocupar em melhorar a qualidade do ensino, procura se desfazer das obrigações.