consciência negra

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O mês de novembro tornou-se símbolo da resistência negra no Brasil. A conquista dos movimentos negros em transformar o dia 20 em símbolo de resistência é uma oportunidade de reflexão para toda a sociedade brasileira.

A data é referência ao aniversário de morte de Zumbi dos Palmares, principal liderança do maior e mais longevo quilombo do Brasil Colônia. A data escolhida também faz um contraponto ao dia 13 de maio, data da abolição. Na prática, a assinatura da Lei Áurea em 1888 não contemplou nenhuma política pública para inserção de negros e negras na sociedade.

O processo de exclusão social não ocorreu sem resistência. Fruto das constantes lutas, um conjunto de políticas afirmativas começou a ser inserido nas leis, especialmente no início dos anos 2000. Na educação, a conquista veio com a Lei Federal n.º 10.639/2003, que instituiu a obrigatoriedade do ensino da história e cultura da África, dos africanos e afrobrasileiros no currículo escolar.

A produção intelectual da negritude brasileira precisou ser resgatada e os debates se ampliaram para o envolvimento da totalidade das áreas de conhecimento na temática. As atividades desenvolvidas nas escolas buscam a valorização e construção da identidade negra, algo extremamente necessário para uma sociedade livre do racismo.

Os projetos pedagógicos sobre africanidade são cada vez mais necessários porque, em uma sociedade racista, não basta se limitar a não ser racista. É preciso combater o racismo! Por uma educação antirracista sempre!