atividades presenciais

atividades presenciaisO Sindicato dos Servidores do Magistério Municipal de Araucária (SISMMAR) vem a público denunciar a resolução do governador Ratinho Jr e do Secretário de Educação e do Esporte, Renato Feder, que dispõe sobre o retorno de atividades presenciais a partir de 19 de outubro. O documento regulamenta o processo de retorno gradativo das atividades presenciais extracurriculares, mesmo enquanto a pandemia ainda avança no estado.

Essa medida autoritária do governador e da SEED, que não dialogaram e não dialogam com os trabalhadores da Educação, estudantes e familiares, coloca a vida de milhões em risco. O Paraná já registra mais de 4.900 mortes por Covid-19, mas Ratinho parece não se importar com a tragédia anunciada que é o retorno de qualquer tipo de atividade escolar presencial sem que haja testagem em massa, vacina ou políticas públicas de vacinação.

Em todos os locais onde houve o retorno das aulas presenciais durante a pandemia a consequência foi o aumento do número de infectados e de óbitos. No Amazonas, primeiro estado a voltar com as aulas presenciais, 30% dos profissionais da Educação testaram positivo para o coronavírus após o retorno. Na França, as escolas precisaram ser fechadas apenas três dias após o retorno devido ao aumento nas taxas de contaminação.

Ou seja, há exemplos de sobra para que Ratinho e Feder saibam que a volta das atividades presenciais é uma ameaça à vida dos paranaenses, mas os dois ignoram propositalmente esses fatos. É a necropolítica, a política de morte. Para piorar, governador e Secretário lavam as mãos e jogam toda a responsabilidade, se houver aumento da contaminação e do número de óbitos por Covid-19, para os diretores das escolas e as famílias dos estudantes.

Na resolução nº 3.943 da SEED, Feder impõe que os responsáveis legais pelos estudantes assinem um termo de compromisso para a volta às aulas presenciais. Além disso, também impõe que cabe à instituição de ensino o processo de retorno, jogando para as costas dos diretores e dos familiares de estudantes a culpa pela tragédia que pode vir a ocorrer com esse retorno precipitado.

Por tudo isso, os trabalhadores da Educação organizados com a APP-Sindicato deliberaram em assembleia uma greve em defesa da vida e contra o retorno de qualquer tipo de atividades presenciais enquanto não houver segurança nesse processo. Os professores e funcionários de escolas da rede estadual de ensino não aceitam a política de morte do governador e seu Secretário!

Além de denunciar o atentado de Ratinho e Feder contra a vida, portanto, o SISMMAR também vem a público declarar apoio à decisão das trabalhadoras e trabalhadores da rede estadual e reforçar a luta em defesa da vida!

SEM VACINAÇÃO, SEM AULA PRESENCIAL! É PELA VIDA DOS TRABALHADORES, ESTUDANTES E FAMILIARES!