No próximo dia 19 de abril, os professores de Araucária decidirão a participação na greve geral nacional contra a Reforma da Previdência no dia 28 de abril. A proposta de parar o país neste dia foi apresentada pelas centrais sindicais nacionais após amplo debate sobre a conjuntura em que vive o país.

Estão sob ameaça os direitos previdenciários e trabalhistas, que querem destruir por meio da Proposta de Emenda à Constituição 287, referente à reforma da Previdência, e do Projeto de Lei 6787/16, que altera a legislação trabalhista.

Há muitos retrocessos em curso. Por exemplo, o aprovado PL 4302/1998 amplia de forma irrestrita a prática da terceirização para as áreas-fins, incluindo o serviço público. O presidente Michel Temer e seus aliados na Câmara, insatisfeitos com as dificuldades em aprovar a reforma da Previdência do jeito que está, pautaram o projeto da noite para o dia e aprovaram sem ouvir a classe trabalhadora.

Em nota, as centrais sindicais fizeram um apelo a toda a classe trabalhadora: “As centrais sindicais conclamam seus sindicatos filiados para, no dia 28, convocar os trabalhadores a paralisarem suas atividades, como alerta ao governo de que a sociedade e a classe trabalhadora não aceitarão as propostas de reformas da Previdência, Trabalhista e o projeto de Terceirização aprovado pela Câmara, que o governo Temer quer impor ao país. Em nossa opinião, trata-se do desmonte da Previdência Pública e da retirada dos direitos trabalhistas garantidos pela CLT”.

A direção do Sismmar avalia que nunca foi tão necessário unir todos os trabalhadores para barrar as ameaças vindas de um governo. Nossos direitos estão ameaçados e a cada dia. Temer e a maioria do Congresso atacam conquistas sociais arrancadas com a Constituição Federal de 1988.

Os trabalhadores farão no dia 28 de abril a maior demonstração de repúdio à terceirização, ao desmonte da Previdência e ao fim dos direitos trabalhistas. O governo Temer e seus deputados estão dispostos a pagar a conta da crise desmontando a Constituição e aprofundando o desemprego. O povo brasileiro deve derrotá-los nas ruas, nas greves e nas lutas. 

Agora é greve geral!

Aposentadoria e direitos ficam! Terceirização e Temer saem!