coluna SISMMAR

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Coluna do SISMMAR publicada na edição impressa do Jornal O Popular desta quinta-feira (7)

Com a eleição de Bolsonaro e toda sua equipe de governo, já era possível saber que haveria ataques aos direitos dos trabalhadores e trabalhadoras, enquanto os privilégios dos mais ricos seriam mantidos. Mas, nem o maior pessimista previu que este desgoverno seria tão prejudicial à classe trabalhadora, com tantas medidas absurdas.

A Reforma da Previdência aprovada pelos senadores é o início de uma série de ataques que estão por vir. Como manobra para aprovar o modelo de aposentadoria, o desgoverno deixou o que chama de “PEC Paralela” para ser aprovada nos próximos meses. E com o posicionamento dos deputados e senadores, não há esperanças de que haja resistência dos governantes contra essa medida.

A PEC Paralela é o que permitirá que estados e municípios sejam incluídos na Reforma da Previdência. Isto é, num futuro bem próximo os servidores do município de Araucária, seja do quadro geral ou quadro próprio, também serão atingidos pela desumana reforma de Bolsonaro.

Para além disso, o desgoverno federal também já anunciou um pacote de maldades que afetará apenas aqueles que trabalham para sobreviver, em vez de combater privilégios. Esse pacote inclui a reforma administrativa, que na prática significará o fim da estabilidade do funcionalismo público e salários menores para os servidores federais, estaduais e municipais.

Outra medida que o desgoverno Bolsonaro já anunciou é a redução da multa do FGTS, que hoje é de 40%, para 20%. Com isso e caso a proposta seja aprovada, os trabalhadores do setor privado vão ficar desamparados quando forem demitidos, pois hoje a multa é de 40% justamente porque os patrões são obrigados a arcar com a multa sobre o saldo fundiário.

Atacar os direitos dos jovens trabalhadores e das pessoas com idade superior a 55 anos que buscam emprego é outra maldade que já está no radar de Bolsonaro e de Paulo Guedes. No dia 21 de outubro, anunciaram que “para aumentar a geração de empregos” criaram um novo programa, no qual essas pessoas terão menos direitos e os patrões mais lucratividade e menos despesas com direitos trabalhistas.

Ou seja, há ataques que vão afetar a todos, pois o Brasil é um país onde a maioria absoluta da população é composta por trabalhadores. Portanto, quando o desgoverno anuncia todas essas medidas, é preciso ter a compreensão de que essa gestão utiliza a desculpa de “melhorar a economia” para fazer a classe trabalhadora sangrar.

Esse pacote de maldades não irá melhorar a economia do país, pois não há nação que prospere às custas da desigualdade social e do sangue dos trabalhadores – o Chile é um exemplo! Sendo assim, esta não é a hora de desanimar da luta. É hora dos trabalhadores do público e do privado se unirem para intensificar a resistência, único meio capaz de frear o antipresidente e sua equipe de fascistas!