Professoras/es e servidoras/es das demais categorias realizaram assembleia no final do dia 13 de junho. Uma tenda foi armada na Praça da Bíblia para acomodar as/os trabalhadoras/es do serviço municipal.

Várias pessoas, entre dirigentes do Sismmar e do Sifar e trabalhadoras/es da base das categorias usaram a palavra para avaliar o andamento da Campanha de Lutas unificada.

As/os servidoras/es denunciaram a tentativa do prefeito de jogar a população contra o funcionalismo, utilizando a imprensa e comprando caríssimos espaços em horários nobres de televisão. Também faz o jogo de colocar servidores contra servidores, permitindo a alguns a reposição do dia 27 de maio e proibindo a outros, favorecendo o assédio moral e pressões de todo tipo nos locais de trabalho.

O tom das falas apontou para a necessidade de continuar construindo a luta e fortalecendo a unidade antes de se partir para um movimento paredista. Por este motivo, o magistério decidiu manter o Estado de Greve, esperar passar o recesso de meio de ano e realizar nova assembleia no dia 30 de julho.

Nesta data a categoria vai avaliar também se o prefeito cumpriu a promessa de pagar a primeira parcela do 13º salário e se iniciou o pagamento das promoções atrasadas desde janeiro de 2013. A categoria também que ter mais clara a forma isto será feito.

Neste intervalo até a assembleia deverão ser intensificadas as atividades de denúncia da situação do serviço municipal, mostrando a população que a culpa não é dos servidores e também falar dos desmandos da administração municipal.

A assembleia também aprovou duas moções de repúdio. Uma contra a atitude intempestiva do prefeito, que revogou o calendário dos Cmeis. A administração pública não se preparou para cumprir a deliberação que o Conselho Municipal de Educação tomou no ano passado, usando como base pareceres dos Conselhos Nacional e Estadual, e, em cima da hora, sem consulta e nem discussão com o CME, o prefeito revogou a decisão. Conturbou a vida de centenas de profissionais e aproveitou para colocar a população contra as atendentes infantis.

Outra moção é de repúdio à secretária da Ação Social Belquis de Fátima Ferreira, esposa do prefeito, que proibiu a reposição do dia de protesto, 27 de maio, punindo com falta e desconto os servidores que foram defender seus direitos.