“Quando todos apoiam a mesma ideia, ela vira um ideal”. Este é o mote da campanha nacional em defesa da educação pública lançada, em Brasília, pela CNTE – Confederação Nacional de Trabalhadores em Educação.

A campanha pretende envolver a sociedade por

  • aprovação do PNE, para a Educação vir a receber 10% do PIB,
  • respeito à Lei do Piso Nacional do Magistério, com 1/3 da jornada para hora-atividade, e
  • investir os royalties do petróleo na educação.

É com este espírito que o Sismmar propõe a todos os setores da sociedade civil e pública de Araucária, com as comunidades escolares, fazer um pacto para enfrentar a violência nas escolas.

Propomos a realização de uma audiência pública para debater e definir ações para enfrentar a violência na escola e no seu entorno. No dia 3 de abril realizaremos no Sismmar uma reunião de organização preliminar desta atividade. Esperamos contar com várias entidades ligadas à educação e aquelas que desejam a melhoria das condições de nossas escolas públicas.

É impossível estar tranquilo para ensinar e ter disposição para aprender num ambiente escolar de conflitos constantes e indisciplina. A tensão é permanente.

Entre os estudantes irrompem atritos que invariavelmente tem seu germe na discriminação de gênero, de raça ou de orientação sexual. É um tipo de violência que distorce a formação da personalidade de indivíduos.

O bullying é outro sério fator que atrapalha a aprendizagem. Provoca distúrbios psicológicos que podem deixar marcas na constituição da identidade pessoal das crianças e adolescentes.

O ambiente é propício para proliferar as drogas ilegais e as legais. Torna a situação difícil e explosiva. Precisamos saber bem como agir.

Aos profissionais são impostos desafios constantes. E riscos psicológicos e físicos. Mesmo que não ocorra ameaça direta, o burnout e o estresse vocal levam professores ao adoecimento. Os recursos pedagógicos são escassos e as turmas têm estudantes em excesso.

Estas questões devem ser identificadas naquilo que chamamos de currículo oculto. Isto se constitui por todos aqueles aspectos do ambiente escolar que, sem fazer parte do currículo oficial, explícito, contribuem de forma implícita para aprendizagens sociais relevantes. O que se aprende no currículo oculto são fundamentalmente atitudes, comportamentos, valores e orientações.

É fundamental que toda a comunidade educacional seja preparada para enfrentar a questão da violência antes que o pior aconteça. Embora isto seja responsabilidade de todos, é preciso que o poder público enfrente o problema com ações efetivas. Para tanto, exigimos a priorização dos recursos para financiar as políticas públicas, conforme estabelece o Estatuto da Criança e Adolescente.