coluna SISMMAR

coluna SISMMAREm mesa de negociação com os sindicatos na última sexta-feira (22), o governo Hissam negou reajuste de 2% na remuneração dos servidores e também o reajuste do vale alimentação. Somado a isso, os trabalhadores vivem a ameaça do aumento da alíquota de contribuição previdenciária, já que o desgoverno quer aumentar de 11%, como é atualmente, para 14%. Dessa forma, a categoria pode ter até 5% de perda salarial neste ano.

Esse é um ataque extremamente grave para o conjunto dos servidores, que está sendo abandonado pelo governo municipal no momento em que mais precisa. Vale ressaltar que esse desgoverno está negando reajuste aos profissionais que estão na linha de frente do combate ao coronavírus, como trabalhadores da saúde, assistência e segurança, e também para os profissionais da educação, que se desdobram para que os alunos sofram menos com o ensino a distância.

Aliado ao discurso de Paulo Guedes, que afirmou em reunião ministerial do dia 22 de abril que o governo colocou “uma granada no bolso no inimigo”, referindo-se aos servidores públicos, Hissam se aproveita da pandemia para retirar direitos da categoria. Em vez de pagar o que deve aos trabalhadores, prefere abraçar a proposta do ministro bolsonarista de suspender por dois anos os reajustes salariais dos servidores.

Assim como Jair Bolsonaro e sua equipe, Hissam trata aqueles que trabalham pelo município como se fossem inimigos. Em outro ataque claro à categoria, o prefeito permitiu que a Secretaria Municipal de Educação (SMED) autorize a reabertura das escolas e CMEIs e obrigue os profissionais da educação a trabalhar presencialmente nas unidades durante a pandemia. A gestão ignora os riscos de contaminação e o fato de que muitos desses trabalhadores moram com pessoas do grupo de risco.

Aliás, nem mesmo os servidores que estão no grupo de risco são poupados pelo governo municipal. Em vez de garantir o bem-estar desses profissionais, o prefeito determinou a concessão compulsória de férias e licença-prêmio. Isto é, a partir de um decreto ilegal, Hissam quer obrigar os trabalhadores a usufruírem de direitos que só podem ser concedidos caso o próprio servidor faça essa requisição.

É dessa forma autoritária, negligente e irresponsável que o prefeito de Araucária tem lidado com os servidores municipais durante a pandemia de Covid-19. Por isso, é de fundamental importância que os araucarienses tenham conhecimento dessa situação. Afinal, quem depende dos serviços públicos é a população, que também é seriamente afetada pelo descaso da gestão.

O SISMMAR utiliza esse espaço, portanto, para repudiar as ações do governo Hissam e reforçar que segue firme na luta em defesa da vida e por nenhum direito a menos! Não aceitaremos calados que essa gestão coloque uma “granada” para explodir em nossos bolsos durante uma crise de saúde sem precedentes!