governo Hissam
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Reunião virtual com o Executivo, nesta quarta-feira (10)

Conforme já temos noticiado em nossas redes, o governo Hissam tem ignorado reivindicações de trabalhadores na defesa da vida, e desrespeitado instâncias importantes como o Conselho Municipal de Educação (CME).

Apesar de ter afirmado que realizaria uma reunião com o CME antes da última plenária, que foi realizada na tarde desta quarta-feira (10), o que aconteceu foi um tremendo absurdo. O governo informou, durante a plenária que teve início às 14h30, que a reunião seria às 16h, interrompendo o debate dos conselheiros, que se voltaram para essa convocação.

O que se viu na prática foi, novamente, um falso ar democrático. O governo fingiu ouvir os conselheiros quando o Secretário de Governo, Genildo Carvalho, rompeu as inscrições dizendo que iria suspender a resolução para que se fizesse outra. O fato é que a resolução citada já foi suspensa pelo governo. O que está em discussão é a suspensão do decreto que obriga a volta às aulas presenciais sem segurança para a vida da comunidade escolar.

O Procurador Geral do Município, Simon de Quadros, tentou realizar manobras em termos jurídicos para justificar as atitudes unilaterais da gestão, mas ficou evidente que a intenção não era debater com os trabalhadores – inclusive o Procurador com a saiu da sala do Secretário de Governo durante a reunião.

Já não é a primeira vez que representantes do governo afirmam que buscam diálogo, mas na prática o que se vê é o descaso com as pautas, e o desrespeito àqueles que estão incessantemente debatendo, estudando e se reunindo para buscar soluções e alternativas.

Outro ponto fundamental a se colocar é que havia três pessoas juntas na sala de onde transmitiram a reunião virtual: Genildo Carvalho, Simon de Quadros e a Secretária de Educação Adriana Palmieri. Por vários momentos essas pessoas tiraram suas máscaras, sendo que o Procurador praticamente ficou o tempo todo sem usar. Esse fato foi apontado pela direção sindical do SISMMAR. Afinal, se eles, adultos, em três, não conseguem ficar usando máscara, esperam que crianças passem quatro horas sem tirar suas máscaras nas escolas?

É incoerente e irresponsável a postura dos representantes do governo. Ontem (10), mais de 1.300 pessoas estavam à espera de um leito no Paraná. No mesmo dia, a prefeitura de Curitiba anunciou que várias de suas Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) teriam suas atividades voltadas ao internamento de pacientes com Covid-19, enquanto as Unidades Básicas de Saúde (UBS) passariam a atender emergências.

É iminente o caos instaurado na saúde pública de todo o estado. Hoje (11), a capa do jornal O Popular de Araucária noticiou que os números de caso na cidade dobraram.

Até quando vai o descaso do governo Hissam?

Reforçamos que nos manteremos FIRMES fortalecendo o Conselho Municipal de Educação, entidade democrática legítima, bem como na defesa da manutenção das atividades remotas, em defesa da vida!

Sem Vacina, Sem Retorno!

A Luta Muda a Vida!