greve geral

greve geral

Coluna do SISMMAR publicada na edição impressa do Jornal O Popular desta quinta-feira (13)

Como já é de conhecimento da população, nesta sexta-feira (14) haverá uma grande greve geral unificada da classe trabalhadora em todo o Brasil. E, conforme deliberado em assembleia com o SISMMAR, os professores da rede municipal de Araucária irão até Curitiba participar das manifestações durante todo o dia de greve.

Há anos os governos vêm atacando o nosso sistema solidário de Previdência. Nos governos Dilma e Temer, a união da classe trabalhadora já conseguiu barrar projetos de reforma no sistema de aposentadoria. Portanto, agora é o momento de novamente ocupar as ruas contra a maldosa reforma da Previdência apresentada pelo atual governo federal.

Caso seja aprovada a reforma de Paulo Guedes [um dos “Chicago Boys”, economistas que implantaram a capitalização da aposentadoria no Chile, país com o maior índice de suicídio de idosos na atualidade], as mulheres, os professores, os funcionários públicos, os trabalhadores rurais e os mais pobres serão os maiores prejudicados. No caso das mulheres professoras, com a reforma elas terão que trabalhar até dez anos a mais do que no modelo atual de Previdência.

Na Educação pública o cenário não é diferente. Há anos os governos estão cortando recursos e deixando escolas e CMEIs sem ter até mesmo materiais básicos, como folha de sulfite e lápis, além das salas superlotadas e sem estrutura adequada tanto para os professores, que atuam em péssimas condições de trabalho; quanto para os alunos, que têm o ensino prejudicado por estudar em salas de aula que inundam em dias de chuva, entre diversos outros problemas.

Com mais esse corte de R$ 2,4 bilhões em programas que atenderiam os ensinos básico, fundamental e médio, Bolsonaro e sua equipe estão colocando em ação o desmonte da Educação pública e isso nós não vamos aceitar.

Vamos ocupar as ruas para deixar o nosso recado bem claro: governo, tire a mão da aposentadoria da classe trabalhadora e vá cobrar os bancos e grandes empresários, que devem mais de R$ 450 bilhões à Previdência, valor maior do que o suposto rombo no sistema previdenciário! Governo, invista na Educação em vez de promover cortes que vão sucatear ainda mais as escolas e CMEIs e podem inviabilizar o funcionamento de universidades, que formam tantos professores!

O que é melhor? Parar os trabalhos por um dia ou aceitar o fim da aposentadoria e o desmonte da Educação pública? Nós não vamos ficar de braços cruzados assistindo a tudo o que está acontecendo no país. A resistência aos ataques dos governos federal, estadual e municipal precisa ser organizada e posta em prática agora!

Portanto, à luta trabalhadores! Amanhã é greve geral!

UM DIA DE PARALISAÇÃO CONTRA DEZ ANOS DE ESCRAVIDÃO!