escolas privadas

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Dando mais uma de suas tantas amostras de descaso com a vida da população de Araucária, o prefeito Hissam autorizou, através do Decreto nº 35.694, de 8 de março de 2021, a reabertura de escolas privadas a partir desta quarta-feira (10). Para piorar, o prefeito também autorizou a reabertura do Parque Cachoeira, que costuma receber bastante visitantes.

Nesta terça-feira (09), o Brasil registrou o maior número de mortes desde o início da pandemia, com 1.954 óbitos devido à Covid-19. O próprio Ministério da Saúde já comunicou oficialmente que o país deve ter mais de 3 mil mortes por dia ainda neste mês de março, mas o prefeito de Araucária parece se esquivar da realidade para atender a interesses econômicos de empresários.

Vale lembrar que Hissam só aderiu ao decreto do governo estadual, que previu medidas mais restritivas para evitar o avanço da pandemia até esta quarta-feira, por uma exigência do Ministério Público do Paraná (MP-PR). Agora que o decreto de Ratinho Jr chegou ao fim, a primeira preocupação do prefeito foi reabrir escolas da iniciativa privada, mesmo ciente da situação caótica da crise sanitária.

O que quer Hissam? O caos? É inaceitável que escolas sejam reabertas enquanto o Brasil se torna o epicentro atual da pandemia de Covid-19. O mundo todo está com a atenção voltada ao nosso país devido a esse cenário. A maioria dos municípios segue com decretos mais rígidos devido ao colapso no sistema público e privado de saúde, mas Hissam segue remando contra a maré.

É absurdo que a gestão municipal seja guiada por interesses econômicos em um momento tão grave da história. Há meses as escolas da iniciativa privada pressionam para o retorno das aulas presenciais mirando apenas na lucratividade, e ignorando o valor da vida. Quando Hissam atende ao pedido desses empresários, deixa claro que, para sua gestão, o dinheiro tem mais valor do que a vida.

O prefeito já deixou claro que quer reabrir as escolas públicas também, e conta com seus apoiadores na Secretaria Municipal de Educação (Smed), além dos representantes da própria Smed no Conselho Municipal de Educação (CME). Se esse retorno ainda não aconteceu, é graças à união dos trabalhadores da Educação, que estão mobilizados na luta pela vida. Isso significa manter o ensino remoto até que ocorra a vacinação em massa.

Por isso, agora é hora de continuar denunciando os ataques à vida promovidos pela gestão Hissam e reforçar a nossa mobilização contra o retorno presencial. A luta é pela vida!

SEM VACINA, SEM RETORNO!

HISSAM, NÃO QUEREMOS ESCOLAS REABERTAS NO PIOR MOMENTO DA PANDEMIA. QUEREMOS VACINA PARA UM RETORNO SEGURO PARA TRABALHADORES, ESTUDANTES E FAMILIARES!

Clique aqui para visualizar o Decreto 35.694/2021 na íntegra.