Hissam promete
Coluna do SISMMAR publicada na edição impressa do Jornal O Popular desta quinta-feira (1)

Todo candidato a prefeito precisa apresentar propostas à população local. No entanto, há os que, ao menos, se esforçam para cumprir as promessas de campanha eleitoral e outros que simplesmente se esquecem do povo quando chegam ao poder. E o prefeito Hissam, tem cumprido as promessas que fez?

No que se refere à Educação, ele prometeu, por exemplo, que aumentaria o número de vagas em escolas e creches e que construiria novas unidades educacionais com quadras cobertas. No entanto, o que se vê na prática é muito diferente.

No início deste ano, a Secretaria Municipal de Educação (SMED) solicitou o aumento do número de alunos por turma na Educação Infantil. De imediato, o sindicato rechaçou a proposta de superlotar as turmas e tratar crianças como se fossem meros números.

Como a decisão cabe ao Conselho Municipal de Educação (CME), a proposta da SMED foi barrada em votação graças ao empenho do SISMMAR em conjunto com o SIFAR, os conselheiros de luta, trabalhadores da Educação e pais de alunos.

É desta forma que Hissam pretende cumprir a promessa de aumentar o número de vagas em escolas e creches? O povo araucariense não pode aceitar que, para que seus filhos tenham acesso ao ensino público, o governo promova o inchamento de turmas em salas de aula que sequer contam com uma estrutura adequada e segura para os alunos, professores e educadores.

O prefeito também prometeu que haveria diálogo com os sindicatos dos servidores do município e que se esforçaria em promover melhorias para as categorias. Mas, em 2017, chegou a ser denunciado no Ministério Público do Trabalho (MPT) por práticas antissindicais, já que rompeu o diálogo com a representação dos trabalhadores.

Em relação aos servidores, os professores da Docência I estão com a carreira congelada há 6 anos e até agora, com mais de dois anos e meio de mandato, nada foi resolvido. Os professores da Docência II sofrem com o plano de estadualização em andamento e até hoje não sabem, por falta de planejamento da gestão municipal, como ficam as atribuições do cargo.

As pedagogas, recentemente, tiveram uma importante vitória com a sanção da lei que altera a nomenclatura do cargo, mas mesmo assim ainda não têm a garantia de acesso à aposentadoria especial prevista em lei federal – que é atendida em outros municípios, como Curitiba e Maringá, desde 2006.

Os servidores inativos do magistério, por sua vez, também aguardam há anos o reenquadramento daqueles que se aposentaram entre 2013 e outubro de 2017, que tiveram promoções e progressões deferidas e não pagas até o momento.

Isso para falar apenas de Educação e servidores municipais, já que a Saúde de Araucária também enfrenta problemas gravíssimos, como Hospital, Unidades Básicas de Saúde e Unidades de Pronto Atendimento sem profissionais suficientes para atender a população.

Nem só de asfalto e lâmpada de LED vivem os araucarienses, Hissam! CUMPRA O QUE VOCÊ PROMETEU!

Firmes!