Na última reunião do Coletivo de Pedagogos/as do Sismmar, ocorrida na última segunda-feira(13), na sede do Sismmar, a pedagoga Roseane de Araújo Silva, falou sobre o trabalho que vem realizando de combate a homofobia no Colégio Prof. Júlio Szymanski.  Na semana de 14 a 18 de maio, o Colégio realizou a Semana de Combate à Homofobia.

Segundo Roseane, a iniciativa de se discutir o tema no espaço escolar foi motivado pela ‘agenda’ do dia 17 de Maio – Dia Internacional de Combate à Homofobia. “Tomamos a iniciativa de refletir a temática juntamente com Grêmio Coração de Estudante. As alunas/os que fazem parte do Grêmio apoiaram a ideia e reforçaram a necessidade de assegurar o debate durante a semana, uma vez que conheciam diferentes casos de preconceito e até mesmo segregação vivenciada pelos diferentes sujeitos LGBT no Colégio”, declarou a pedagoga.

A partir de diferentes materiais informativos e subsídios que abordam a diversidade sexual, os alunos do Grêmio elaboraram alguns cartazes e os fixaram em diferentes espaços do Colégio.  Durante o intervalo, os estudantes entrevistaram várias pessoas para saber o que elas pensavam sobre ao assunto e depois fizeram vídeo. Além disso, prepararam os “lacinhos LGBT” e distribuíram entre as pessoas que aceitaram usá-los.

“Para a surpresa do grupo de alunos, a aceitação do lacinho – semelhante ao utilizado pela escola no “Outubro Rosa” do ano passado pela prevenção do câncer de mama – foi imediata e já no primeiro turno já havia esgotados todos eles. A única diferença é que este último era multicolorido, identificando com as cores – o arco-íris – da bandeira LGBT”, explicou Roseane.

As atividades no cotidiano escolar ocorreram normalmente.  A produção em vídeo, por exemplo, foi divulgada pelas alunas durante o intervalo. Clique aqui e confira o resultado deste trabalho.

Equipe Multidisciplinar – Segundo Roseane, a temática Gênero e Diversidade Sexual vêm sendo aprofundada desde o ano passado pela Equipe Multidisciplinar do Colégio, após a solicitação do uso do nome social por uma aluna. “Esta situação se tornou um desafio para nossa equipe e um estímulo para buscarmos a formação específica. Por isso, agradecemos a colaboração dos profissionais e estudantes. Sem o envolvimento da comunidade esse trabalho não alcançaria o êxito que tivemos, pontuou Roseane, que também faz parte do Coletivo de Pedagogos/as do Sismmar.