A sessão do Fórum Municipal em Defesa da Escola Pública, Gratuita e Universal de Qualidade de Araucária realizada em 1999 começou a construir o Plano Municipal de Educação. No ano seguinte, o documento foi encaminhado para a Câmara Municipal, mas não foi aprovado.

Mesmo assim, a mobilização em favor do PME continuou. Em 2001, foi realizada a 1ª Conferência Municipal de Educação para definir as prioridades na implantação do Plano.

Porém, as administrações municipais de Araucária nunca assumiram compromisso com uma política de estado para a educação, com diretrizes e metas que vão além dos governos transitórios.

Os avanços conquistados pelo Fórum neste período foram a criação do Conselho Municipal de Educação, do Sistema Municipal de Ensino e dos Conselhos Escolares, no final de 2004.

A proposta para o Plano Municipal de Educação passou por reformulações em 2005, 2008 (chegou à Câmara e não foi aprovado), 2009, 2010. Em 2012 o PME passou pela terceira vez pela Câmara Municipal e foi arquivado.

Entre 2013 e 2015 uma comissão composta por membros da Smed, do Sifar, do Sismmar, da Câmara Municipal e do Conselho Municipal de Educação atualizaram o diagnóstico do PME, as metas e estratégias, fazendo um comparativo com o Plano Nacional de Educação, aprovado em 24 de junho de 2014. A Lei Federal 13.005/14 impôs prazo. De um ano para estados e municípios aprovarem seus planos de educação.

O resultado é o documento base para o Plano Municipal de Educação que está no link (clique aqui para abrir e aqui para baixar).

A luta do magistério é para que o projeto de lei, e a lei que deverá ser aprovada na Câmara Municipal, seja fiel a estes 16 anos de debates. Como gato escaldado tem medo de água fria, a categoria teme que a administração municipal encaminhe proposta profundamente alterada ao legislativo e no último momento. O magistério não quer a aprovação a toque de caixa, sem prazo para o debate e proposição de emendas.