O Dia dos Professores foi de manifestações em Araucária. As aulas foram ministradas até o recreio.

A partir das 10 horas teve início a concentração na tenda instalada na rua Pedro Druscz, na frente da Prefeitura.

Às 11 horas ocorreu um enterro simbólico da educação municipal. Professoras e professores vestindo preto empunharam pequenos cartazes para denunciar o desmonte do setor.

Estes cartazes foram colados num pano preto, ao lado do caixão que simbolizava a morte da educação.

Às 15 horas, após o recreio da tarde, os professores voltaram ao acampamento na frente da Prefeitura.

Realizaram debate sobre a estadualização das escolas municipais. Duas unidades estão sendo repassadas ao Estado e foi anunciada a estadualização de mais três para o próximo ano. As comunidades contestam e teme pela piora da qualidade da educação. As escolas estadualizadas na década de 90 estão em estado de calamidade. A Lincoln está interditada.

A advogada Camila Rafanhim de Borba explicou que os professores não deverão ter nenhum prejuízo em suas carreiras. Os direitos conquistados não podem ser retirados. Além de perder o local de lotação, a tendência é que a Docência II passe a ser uma carreira em extinção. “Não se pode deixar que isto seja fator de desmobilização dos professores”, alertou Camila.

Depois do debate, os manifestantes foram levar o protesto à Secretaria da Educação. Conduziram o féretro e a coroa de flores em cortejo pela rua São Vicente de Paulo.

Ao chegarem na Smed, foram recebidos por um grupo de policiais militares. É uma amostra de como a administração se dispõe ao “diálogo” com a categoria.

De forma pacífica, os manifesantes deixaram como protesto a coroa de flores junto à Secretaria da Educação.