coluna SISMMAR

coluna SISMMARColuna publicada na edição desta quinta-feira (23) do Jornal O Popular

Com o afrouxamento do distanciamento social no Paraná, principalmente depois que o governador Ratinho Jr não prolongou o decreto de quarentena restritiva, já houve especulações sobre o processo de volta às aulas. As instituições privadas de ensino vêm pressionando para que as aulas presenciais voltem, mas vale ressaltar que, enquanto não houver vacina e nem o fim da pandemia, não se pode cogitar a reabertura das escolas.

O Paraná vive o seu pior momento da crise do coronavírus, com números de infectados e de óbitos em alta. Essa é a realidade do estado, embora o governador e muitos prefeitos venham permitindo a reabertura dos comércios e até de academias, como ocorreu em Curitiba com o novo decreto de Rafael Greca.

Desde o início da pandemia o governo federal, os governadores dos estados e os prefeitos deveriam estar unidos no combate ao coronavírus. Mas, devido às insanidades do governo federal, isso não foi possível. Governadores e prefeitos tiveram que fazer decretos individuais para tentar combater a pandemia nos estados e municípios.

Mesmo com esses decretos, na segunda-feira (20) o Brasil chegou ao triste resultado de mais de 80 mil mortos por Covid-19. Sem dúvidas, a irresponsabilidade dos governantes e as mentiras de Jair Bolsonaro acerca da gravidade do coronavírus são os principais motivos para o avanço da pandemia e o elevado número de mortos no país.

Se os governos tivessem feito o seu papel, que é o de proteger a vida da população e providenciar as medidas necessárias para conter uma pandemia, hoje poderíamos estar num processo de volta à normalidade, como ocorre em outros países. Mas, enquanto não podemos sequer saber se chegamos no pico de contaminação por coronavírus no Brasil, não cabe falar em volta às aulas.

De acordo com pesquisas do principal instituto nacional de saúde pública dos Estados Unidos, uma pessoa infectada pela Covid-19 tem potencial para transmitir a doença para 5 ou 6 pessoas e, sem distanciamento social, o número de casos pode dobrar em 2 ou 3 dias. Com essa realidade, como seria possível falar em volta às aulas, em salas com mais de 20, 30, 40 alunos?

Ratinho Jr garante que não haverá volta às aulas enquanto não houver vacina, mas é preciso acompanhar de perto as ações do governador. Por enquanto, é evidente que Ratinho e muitos prefeitos, em seus decretos, vêm atendendo aos interesses de grandes empresários que querem lucrar durante a pandemia ao invés de impedir que mais pessoas morram.

Os professores e demais trabalhadores da Educação não são contra a volta às aulas, mas, antes que os estudantes e profissionais voltem às salas de aula, é essencial que haja segurança para todos!

O SISMMAR segue firme em defesa da vida!