greve dos professores

greve dos professores

Coluna do SISMMAR publicada na edição impressa desta quarta-feira (19) do Jornal O Popular

Já foi decidido. Caso o governo Ratinho Júnior não atenda às reivindicações da pauta de data-base dos professores e funcionários de escolas da rede estadual do Paraná, as categorias vão entrar em greve por tempo indeterminado, a partir do dia 25 de junho. A decisão ocorreu em assembleia estadual extraordinária realizada pela APP-Sindicato no último sábado (15).

O SISMMAR, portanto, vem a público manifestar apoio à luta dos professores e funcionários do Estado. O que os trabalhadores da Educação pedem, já que estão há mais de três anos sem reposição salarial, é que o governo Ratinho proporcione um reajuste remuneratório de 4,94% referente à inflação dos últimos 12 meses.

Com salários congelados desde 2016, para se ter uma ideia, a defasagem nos rendimentos dos servidores e servidoras estaduais, atualmente, já ultrapassa os 17%. Para além da reposição salarial, a luta das categorias também contempla outras sete reivindicações. Veja:

  • Retirada do Projeto de Lei Complementar 4/2019 da Assembleia Legislativa do Paraná (ALEP), que destrói a carreira do funcionalismo público estadual;
  • Abertura de concurso público;
  • Defesa da Previdência Pública;
  • Humanização da perícia médica no Estado;
  • Melhores condições de atendimento da saúde dos(as) servidores(as);
  • Garantia do direito de greve e retirada das faltas atribuídas ilegalmente;
  • Concessão de licenças especiais.

Somado a todas essas reivindicações pelas quais os trabalhadores estaduais estão lutando, as categorias também vão aderir à greve para reforçar a resistência contra a perseguição aos professores. Perseguição essa evidente em Projetos de Lei (PL) como o Escola Sem Partido e a regulamentação do homeschooling (educação à distância) desde o ensino básico, que podem ser votados nos próximos meses.

Além disso, o próprio governador Ratinho Júnior prometeu, em fase de campanha eleitoral, que pagaria a data-base e que uma das primeiras medidas de seu governo seria se reunir com os sindicatos para dialogar sobre as reivindicações. Depois de ter sido eleito pelo povo paranaense, no entanto, o governador não cumpriu nenhuma dessas promessas, e só abriu diálogo após a grande participação dos professores na paralisação do dia 29 de abril.

Ratinho Júnior, conforme já publicamos em materiais anteriores, representa a continuidade da política suja e tirana do ex-governador Beto Richa, preso três vezes somente neste ano. Assim, se o governador não cumpre com o que promete, entendemos que não há outro caminho para os servidores que não aponte para uma greve por tempo indeterminado.

SEM CALOTE, RATINHO!

TODO APOIO À GREVE DOS PROFESSORES E FUNCIONÁRIOS DE ESCOLAS DO PARANÁ!

FIRMES! Só a Luta Muda a Vida