As manifestações de junho de 2013 revelaram a necessidade urgente de uma reforma política. O povo não reconhece a grande maioria dos eleitos como representantes legítimos. Mas o Congresso Nacional, formado dentro do atual modelo eleitoral quer mudar as regras do jogo. A solução é a convocação de uma assembleia constituinte exclusiva e soberana para fazer a reforma política.

Como o Congresso Nacional enterrou a reforma política proposta no ano passado, entidades da sociedade civil de todo o país decidiram lançar um movimento pela Constituinte Exclusiva e Soberana do Sistema Político.

De 1° e 7 de setembro está ocorrendo o plebiscito popular. Todas as pessoas estão sendo convidadas a votar em urnas ou pela internet, respondendo a questão: “Você é a favor de uma Constituinte Exclusiva e Soberana sobre o sistema político?”

São 373 entidades dos movimentos sociais e sindicais, associações e partidos políticos que trabalham pelo plebiscito. Foram criados cerca de mil comitês populares no país.

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A consulta popular de setembro não tem caráter oficial. A convocação de um plebiscito é, de acordo com a Constituição Federal de 1988, competência exclusiva do Congresso Nacional.

Mas o objetivo do movimento é colocar em debate o modelo político adotado no Brasil. Hoje a eleição se baseia muito no voto personalista, e não de projeto político. Outro fator que corrói a vida pública é no financiamento privado, em que grandes empresas investem em candidatos e partidos para cobrar depois fidelidade aos seus interesses.

A intenção do movimento é conseguir mais de 10 milhões de votos. Este número foi atingido pelo plebiscito popular realizado em 2002 contra a adesão do Brasil à Área de Livre Comércio das Américas (Alca). Na ocasião, 98% disseram não à assinatura do acordo de interesse dos Estados Unidos.