Desde março, os servidores estão tentando negociar a pauta emergencial da categoria com a administração municipal.

Além da reposição da inflação nos salários, o funcionalismo quer a recomposição do auxílio-alimentação (congelado desde 2012), a regularização dos avanços na carreira (que não são pagos desde janeiro de 2013) e o repasse de verbas sonegadas ao Fundo de Previdência.

O magistério também pleiteia o cumprimento da lei nacional que amplia a hora-atividade para 33,3% da jornada. É o período dedicado a corrigir provas, prepara aulas, etc.

Como nos anteriores, o prefeito e sua equipe não foram capazes de estabelecer canais de negociação efetivos com o funcionalismo. Sempre usaram a desculpa da crise financeira do município para simplesmente negar qualquer possibilidade de entendimento.

Neste seu último ano de gestão, ao não negociar com os servidores, impondo arrocho salarial com base nas mesmas desculpas dos três anos anteriores, Olizandro mostra que sua gestão é retumbante fracasso.

Há anos não aumenta o quadro de funcionários. As carreiras estão congeladas. Os salários foram reajustados com atrasos, para o prefeito tentar equilibrar as contas. Com isto, ele comprimiu os gastos com a folha de pagamento.

No mesmo período, os serviços públicos foram deteriorados, com escolas, creches e postos de saúde sucateados, aparelhos estragados, falta de material e carência de pessoal.

Na área social quase nada foi feito. O prefeito e a secretária da Educação só se mexeram para ampliar o acesso à Educação Infantil porque o Ministério Público os chamou às falas e ameaçou impor multa. Só por isto.

Portanto, se o município está com problemas financeiros, isto não pode ser creditado aos servidores, mas à incompetência de um administrador que em três anos e meio massacrou o funcionalismo público e os serviços à população. Esta é a marca que ele deixa para sua gestão.