Os professores municipais de Araucária promoveram na quinta-feira, 30 de abril, um dia de paralisação e de manifestações. A categoria se reuniu logo cedo na frente da Secretaria da Educação. Logo após as 9 horas, os manifestantes saíram em caminhada pela avenida São Vicente de Paulo em direção ao Paço Municipal.

Na frente da Prefeitura, organizaram um acampamento e expuseram os motivos do protesto. Os professores municipais querem que o governo realize negociações que apontem soluções para os problemas enfrentados nas unidades educacionais. As salas de aulas estão superlotadas de estudantes, há carência de profissionais, as estruturas escolares estão sucateadas e sem dinheiro para a manutenção básica e são péssimas as condições de trabalho. Para piorar, os profissionais estão com a carreira congelada desde o início da atual gestão.

A paralisação integrou a Greve Nacional da Educação, promovida pela CNTE e pelos seus sindicatos. A pauta nacional reivindica o cumprimento da Lei do Piso Nacional, o cumprimento das metas e prazos do PNE, e aprovação de plano estaduais e municipais de educação democráticos e a rejeição do PL 4330, da terceirização geral dos empregos.

A Lei do Piso Nacional estabelece a hora-atividade em terço da jornada de trabalho. A lei foi sancionada em 2008 e ainda não é cumprida no município.

Espionagem

O prefeito e nenhum secretário se dispuseram a receber os professores. A Prefeitura enviou apenas um cinegrafista para registrar o movimento. Resta saber se o objetivo é conhecer as reclamações do magistério ou se a intenção é buscar elementos para reprimir a categoria, especialmente as lideranças. Porém, se a ideia era se inteirar das reivindicações, bastava ao prefeito receber uma comissão de negociação.

A mobilização continuou à tarde com o Seminário sobre Previdência (clique aqui para saber mais) e assembleia da categoria (clique aqui para mais informações).