coluna SISMMAR

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Coluna do SISMMAR publicada na edição desta quinta-feira (09) do Jornal O Popular

Com a pandemia de coronavírus que atinge o Brasil desde março, o Conselho Municipal de Educação (CME), em plenária realizada no dia 22 de abril, optou por aprovar o ensino remoto. No entanto, com esse modelo de ensino vieram também os problemas que acompanham a educação remota.

O SISMMAR tem recebido muitos relatos de professores que estão tendo sua saúde mental prejudicada devido à educação a distância. A categoria sofre com o excesso de trabalho e com as cobranças excessivas da Secretaria Municipal de Educação (SMED). Além disso, os profissionais estão tendo que tirar dinheiro do bolso para investir em equipamentos, como computadores, celulares e internet de qualidade para o EaD.

Vale lembrar que a sobrecarga de trabalho e a necessidade de gastar mais com equipamentos vem justamente no momento em que o governo Hissam nega reajuste de 2% para o funcionalismo. Enquanto trabalham mais do que a jornada prevista, os servidores também vivem a ameaça de projetos de lei que podem destruir o Fundo Municipal de Previdência de Araucária (FPMA), responsável pelas aposentadorias.

Do outro lado, as famílias e estudantes também sofrem com o ensino remoto. O que ocorre é que esse modelo de ensino não vem garantindo a qualidade da educação e a maioria dos alunos não consegue aprender sem a mediação dos professores. Outro problema é que os pais precisam acompanhar os alunos nas atividades para fazer em casa, mas a maioria deles continua trabalhando durante a pandemia.

Com todos esses problemas, a necessidade de lutar por condições de trabalho e pela educação universal e de qualidade no município se tornou ainda maior. É inaceitável que os professores e educadores tenham sobrecarga de trabalho enquanto o foco deveria ser a defesa da vida e o combate ao coronavírus. Também é inaceitável que as famílias e estudantes sofram com o ensino remoto.

Por isso, SISMMAR e SIFAR têm se organizado em conjunto com as categorias para reivindicar que os trabalhadores da Educação tenham condições de trabalho e as famílias não sejam prejudicadas por não conseguirem acompanhar o ensino remoto. Após a pressão dos trabalhadores, o CME, em plenária realizada nesta terça-feira (07), garantiu alguns avanços para a Educação do município.

A nova resolução do Conselho determina que a SMED disponibilize auxiliares de regência para as turmas do 2º e do 3º ano, que estão no processo de alfabetização; que os estudantes da Educação de Jovens Adultos (EJA) e de inclusão do Ensino Fundamental tenham as suas especificidades respeitadas; e prevê que, quando for possível, o processo de volta às aulas ocorra de forma gradual, alternando entre atividades presenciais e não presenciais, ainda sem data prevista.

Mas, vale lembrar que só foi possível conquistar esses avanços graças à união e mobilização dos trabalhadores da Educação e sindicatos. Portanto, é essencial que os professores e educadores continuem firmes na luta e que a população também exija que a Prefeitura e a SMED garantam a educação universal de qualidade a todos os estudantes da rede municipal!