coluna SISMMAR

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Coluna do SISMMAR publicada na edição desta quinta-feira (01) do jornal O Popular

Nesta semana, finalmente o governador Ratinho Jr e o prefeito de Curitiba, Rafael Greca, reconheceram que os trabalhadores da Educação estavam corretos e voltaram atrás na decisão de voltar com as aulas presenciais antes da vacinação da categoria. Em Araucária, no entanto, o prefeito Hissam não recuou até agora e os professores vivem a incerteza e o medo de serem convocados ao retorno presencial no pior momento da pandemia.

O SISMMAR, sindicato que representa os trabalhadores do magistério municipal de Araucária, já solicitou diversas vezes à gestão Hissam que o retorno presencial ocorra somente após a vacinação. Levamos em conta a atual situação da pandemia e também o resultado da experiência nos municípios em que as aulas presenciais voltaram.

Em Curitiba, foi permitido o retorno presencial durante uma semana e houve surtos de coronavírus em diversas escolas. Hoje, a capital está na bandeira vermelha e registra recordes diários de mortes por Covid-19. No estado do Paraná, mesmo sem retorno às aulas presenciais e somente com a convocação dos professores nas unidades, enfrentamos hoje o colapso absoluto do sistema de saúde.

É urgente que Hissam e a Secretaria Municipal de Educação (Smed) se posicionem neste momento pelo não retorno antes da vacinação. Em Araucária, já são 226 óbitos e mais de 17 mil pessoas infectadas pela Covid-19 (até 30/03). No dia 1º de março, eram 165 óbitos e mais de 13 mil pessoas que testaram positivo para a doença. Ou seja, é evidente o aumento expressivo na circulação do vírus no município.

Ainda em 2020, foi aplicada uma pesquisa para saber a opinião dos pais de estudantes em relação ao retorno presencial em meio à pandemia. Quase 70% afirmaram que eram contrários à volta das aulas presenciais naquele momento. Os trabalhadores da Educação também se posicionaram contra o retorno antes da vacinação e aprovaram, em assembleia com os sindicatos SISMMAR e SIFAR, um indicativo de greve caso a Prefeitura insista no retorno presencial.

Nesse momento, quem tem poder de decretar que o retorno só ocorrerá após a vacinação dos trabalhadores é o prefeito Hissam. Porém, a verdade é que o prefeito tem ignorado o debate com os servidores e a sociedade na tentativa de atender aos interesses de empresas privadas, que miram apenas a lucratividade enquanto muitos perdem a vida em decorrência da pandemia. Agora que outros governos recuaram, o que Hissam vai fazer?

Ratinho e Greca precisam ser cobrados para que cumpram o que afirmaram. Em entrevista à imprensa, nesta quarta-feira (31), o Secretário da Educação do Estado, Renato Feder, afirmou que se pandemia regredir, as aulas vão voltar mesmo sem vacina. O empresário também afirmou que o retorno será simultâneo à vacinação, o que pode fazer com que trabalhadores que não foram imunizados dêem aulas presenciais.

Portanto, esse é o momento de cobrar dos governantes! Em Araucária, vamos continuar firmes em defesa da vida e pressionando o desgoverno Hissam para que evite o absurdo de voltar com as aulas antes da vacinação. Para além disso, a luta dos trabalhadores da Educação também é pelo retorno do auxílio emergencial, lockdown de verdade e vacinação para toda a classe trabalhadora e população.

Sem vacina, sem retorno! A vida está acima da economia!