Não é fácil a vida de professores que adoeceram no exercício da profissão e precisaram se readaptar para outras funções.

Há muita discriminação no local de trabalho, uma vez que não há uma regulamentação das funções que esses profissionais devem exercer.

Mesmo quando precisam acorrer ao Departamento de Saúde Ocupacional, alguns têm até crise de ansiedade.

Cria-se um quadro em que o profissional perde a identidade e a autoestima e adoece mais ainda.

E não existe uma política de atenção à saúde do trabalhador no serviço municipal, para prevenir, atenuar e até reverter casos assim.

Esta situação foi debatida entre professores readaptados na manhã desta segunda-feira, 21 de março, no Sismmar.

Da reunião saíram algumas ações práticas.

O sindicato irá procurar o DSO para cobrar mais atenção e respeito aos profissionais readaptados.

Também orientará diretores de escolas e cmeis para que se atenham à descrição contida no anexo da Lei 1835 ao designar funções aos readaptados. Eles não devem assumir funções estranhas a este anexo.

Com este segmento da categoria será elaborada uma proposta de regulamentação da função.

A situação desses profissionais também será leva ao conhecimento do Ministério Público.