Durante as negociações referentes à data-base dos servidores, a Prefeitura apresentou uma proposta que, segundo o prefeito Olizandro, é responsável porque leva em conta os problemas financeiros do município.

A proposta não foi bem recebida pelos servidores por três questões: pelo desrespeito ao período legal de data-base, no mês de junho; por atrelar garantias legais dos servidores à disponibilidade orçamentária, como é o caso de promoções e progressões deferidas desde 2012; e pela categoria não confiar em quem não assume o que diz.

De acordo com ofício nº 18/2014, a administração se compromete em pagar a primeira parcela do 13º salário no dia 25 de julho. Muito que bem. Mas o prefeito não pode exigir que consideremos como boa intenção o cumprimento de suas obrigações como gestor público em relação aos salários dos servidores públicos. Não nos parece razoável envaidecer-se por algo que não possibilita nenhum avanço na ampliação de direitos dos trabalhadores.

O segundo item do ofício trata do reajuste salarial de 6% em duas parcelas iguais no final do ano. A correção da inflação é necessária, mas da forma com que a prefeitura aplica, fica diluído aquilo que poderia ser considerado um ganho. Mas como o prefeito não recuou da proposta, e não atendeu o pedido das categorias em aplicar a primeira parcela conforme a lei, o reajuste ainda não passa de uma promessa. E o funcionalismo não acredita em político que não honra a palavra.

O terceiro item vamos transcrever para não sermos injustos: “Implantação das progressões de 2012/2013 a partir de julho/14, respeitando a ordem cronológica do deferimento das progressões e disponibilidade orçamentária/financeira”. Esta promessa não será honrada em julho pela administração Olizandro, assim como não foi em janeiro, como previa o acordo de greve. Segundo informações, a Prefeitura não tem disponibilidade orçamentária no momento, mesmo não estando mais no limite da Lei de Responsabilidade Fiscal.

Pela segunda vez Olizandro promete e não cumpre. Gera expectativa e frustra. Dá a palavra e vira as costas. O prefeito não aceitou mais negociar com os servidores após a publicação do ofício. Conta uma versão da história para a população e aos servidores apresenta outra.

No entanto, para as nomeações e o troca-troca de cargos comissionados há disponibilidade financeira. Após a melhoria na arrecadação, a festa recomeçou. Até irmão de sujeito envolvido com doleiro tem cargo de confiança em Araucária. O nepotismo é uma prática quase naturalizada. Mulher, filho, namorado, tio, cunhado, marido de fulana, esposa de beltrano. O orçamento da Prefeitura, pelo visto, está à disposição do chefe do Poder Executivo e seus interessados. Cumprir a lei que é bom, nada!

Aos servidores e à população somente resta preparar os próximos passos, porque só a luta muda a vida!