A saúde do trabalhador, as condições de trabalho dos profissionais que atuam na educação e a implantação de programas preventivos de saúde, entre outros assuntos serão apresentados pela presidente do Sismmar, Giovana Pilletti no Painel Painel: “DSOxSESMT- Legislação e Diretrizes”. A atividade, organizada pelo Departamento de Saúde Ocupacional (DSO), acontecerá no dia 12 de dezembro, a partir das 10h no Anfiteatro do Paço Municipal.

Na pauta de reivindicação da categoria, as questões relacionadas à saúde do profissional do magistério são de muita importância. Para fazer com que elas avancem, o sindicato criou uma comissão específica para debater o tema com a diretoria do Departamento de Saúde Ocupacional (DSO). “Quanto tratamos deste tema, não podemos nos esquecer daqueles profissionais que estão afastados da função. O problema acontece em todo o país. E aqui em Araucária não é diferente. Estamos debatendo com a as Secretaria de Gestão de Pessoas e da Educação, a proposta da criação de um documento para normatizar as funções dos professores que estão afastados da docência. E falar desse assunto é tocar num ponto central, e que envolve as condições de trabalho a que estes profissionais estão sujeitos”, destaca a presidente do sindicato.

Prevenção – Em reunião realizada no início do ano com representantes do DSO sobre as doenças mais comuns entre os educadores, o Sismmar solicitou à Administração o investimento em programa de saúde e prevenção. O sindicato cobra do poder público a reversão desse quadro de adoecimento do magistério. “Segundo a própria diretora do DSO, as doenças mais comuns entre os educadores são aquelas que envolvem a saúde mental (depressão, síndromes, transtornos), as quais chegam a atingir 21% dos servidores. Hoje, a sala de aula tem se tornado um ambiente doentio para muitos professores. A indisciplina, o excesso de alunos em sala e demandas com provas, entre outros, têm acarretado problemas físicos, mentais e emocionais. A luta pela ampliação da hora-atividade, de acordo com a Lei que estabelece o Piso Salarial Profissional Nacional (PSPN) também é uma questão de saúde”, observa Giovana.

As doenças decorrentes de problemas osteomusculares (LER/Dort (Lesões por Esforços Repetitivos/Distúrbios Osteomusculares Relacionados ao Trabalho), tendinite e bursite) ficam em segundo lugar, ou seja, acometem 19,9% dos trabalhadores. “É preciso que a administração assuma uma postura em relação a estes servidores. È preciso fazer um trabalho de prevenção para se evitar que mais profissionais sofram com essas patologias e tenham que deixar suas funções”, ressalta.

Pesquisa e Painel – No início de setembro, o enviou formulário de pesquisa às escolas e professores para verificar o perfil, a valorização, desvalorização e discriminação e, dentre outros, o estado de saúde dos profissionais readaptados. Segundo Giovana, o objetivo é saber quem são essas pessoas, o que elas fazem e como elas se sentem. “Estes profissionais têm sofrido preconceito dentro das escolas, mas se ele tem atribuição específica tem a possibilidade de melhorar. É preciso regulamentar quais são as atribuições que estes professores devem fazer para poder defender o direito de ele se aposentar. Os readaptados ficaram fora das salas de aula, mas não podem ser prejudicados, uma vez que estavam afastados por motivos de saúde. São assuntos como estes que vamos debater nesse painel”, resume.