Uma iniciativa inédita, o mapeamento das doenças mentais e comportamentais que acometem os professores e professoras da rede estadual do Paraná, será oficialmente apresentada no próximo dia 1º de junho, no ‘Seminário Estadual de Saúde Mental dos Trabalhadores em Educação’ da APP-Sindicato. De acordo com o secretário de Saúde e Previdência da entidade, professor Idemar Vanderlei Beki, a proposta é realizar uma pesquisa científica organizada e executada pelo Núcleo de Estudos em Saúde Coletiva da Universidade Federal do Paraná (UFPR), iniciando ainda este ano.

“O sindicato sempre teve uma preocupação com as condições de trabalho e saúde da nossa categoria. Neste sentido, realizou o seu primeiro seminário de saúde em abril de 2011, quando um dos principais temas abordados pelo renomado professor Wanderley Codo, da UnB, foi saúde e trabalho entre os docentes. Tratando da saúde mental destes profissionais e de seu adoecimento no decorrer de sua vida laboral. Dentro desta perspectiva, e dando continuidade ao debate sobre a saúde mental dos docentes, a APP e a UFPR formulou um projeto de pesquisa, que vai tratar do adoecimento ligado ao trabalho, dos professores da rede estadual de ensino básico”, explicou.

 

De acordo com Idemar, este projeto é de interesse do sindicato, em especial por discutir a triste realidade dos afastamentos temporários e definitivos por motivos de doença dos docentes. Nesta pesquisa, um dos objetivos é fazer um levantamento dos professores afastados. “Qual o motivo destes afastamentos? Que tipos de doenças mentais e comportamentais têm desenvolvido? Esse adoecimento está ligado ao seu trabalho para se provar o nexo-causal da doença?”, questiona o secretário da APP.

 

Segundo ele, ao se comprovar cientificamente que os professores estão adoecendo devido às condições de trabalho que lhe são impostas, só assim será possível a cobrança de uma política de prevenção e promoção da saúde destes profissionais. “Bem como de melhoria das condições de trabalho, através da implantação do 1/3 de hora-atividade, redução do número de alunos por turma e ampliação do porte das escolas”, observou.

 

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