Os professores esperaram desde manhã para serem recebidos pelo prefeito, ou pelo menos por secretários municipais que se dispusessem a estabelecer negociações. À tarde, subiram ao gabinete do prefeito para tentar diálogo. Talvez num ato falho, a recepcionista afirmou que seriam recebidos.

No entanto, logo o chefe de gabinete chegou para dizer que o prefeito não estava. O secretário de Governo não estava. O vice-prefeito não estava. O secretário de gestão de pessoas se surpreendeu com os servidores, passou rápido, entrou, e, segundo informou o chefe de gabinete, saiu pela outra porta. Parecia que o primeiro escalão inteiro havia aderido à greve. Portanto, eles não têm moral para falar de desconto do dia parado.

O sentimento geral é que, se o quadro não mudar, a categoria deve entrar em greve no final de maio. A proposta é construir uma assembleia conjunta com os servidores representados pelo Sifar para realizar um movimento unitário.

A assembleia decidiu estabelecer o Estado de Greve.

Outra decisão da assembleia é criar uma campanha para informar a população sobre a situação das escolas, que caem aos pedaços, tem salas superlotadas, não têm professores em número suficiente.

Este quadro de desalento da educação também será levado ao Ministério Público.

Duas moções foram aprovadas. Uma é de apoio aos professores e demais servidores estaduais e de repúdio ao governo Beto Richa e ao secretário da Segurança Pública Francisco Francischini pelo massacre que infligiram aos manifestantes no dia anterior, 29 de abril, no Centro Cívico, em Curitiba.

A outra moção é de apoio aos professores Hector Paulo Burnagui e Elecy Luvison. Eles foram processados pela antiga secretária da Educação, que se sentiu ofendida pelas críticas feitas à sua gestão, numa mobilização da categoria.Eles foram condenados a pagar indenizaões por danos morais.