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Servidor público é parasita?

Se com as famosas “bolas fora” de Bolsonaro e sua equipe ainda não havia ficado evidente que um dos objetivos deste desgoverno é acabar com o funcionalismo público, com o último ataque de Paulo Guedes agora ficou óbvio. Na sexta-feira (7), o ministro da Economia, sem qualquer espécie de pudor, chamou os funcionários públicos de “parasita”.

E que fique claro: Guedes não estava falando de juiz ou de servidores do alto escalão, mas sim de funcionários públicos como professores, educadores sociais, agentes do Sistema Único de Saúde (SUS) e por aí vai. A desculpa dele para atacar o funcionalismo é a lógica burra de que servidores são privilegiados e têm “aposentadorias generosas” demais.

Para entender esse episódio específico, é essencial que a população entenda o porquê de Guedes atacar servidores públicos. O objetivo do ministro é aprovar o que ele chama de Reforma Administrativa, que consiste em acabar com a estabilidade do funcionalismo. E para que ele consiga pôr em prática essa reforma impopular, é necessário que convença a população. Para convencer a população, Guedes utiliza como estratégia colocar o povo contra os funcionários públicos.

Por que estabilidade não é privilégio?

Se for pensar que servidores públicos são privilegiados porque têm estabilidade no emprego, enquanto os trabalhadores do setor privado não têm isso, talvez seja até fácil concordar com o ministro. Mas essa lógica simplista não funciona na prática.

Basicamente, a estabilidade no serviço público existe para que estes trabalhadores não sejam perseguidos politicamente ou usados como moeda de troca para voto, para que não sejam obrigados a fazer campanha política para este ou aquele partido, e para que não sejam mandados embora quando denunciam irregularidades ou corrupção.

Ou seja, com o fim da estabilidade do servidor público quem ganha não é a população, é a corrupção.

Funcionário público não é privilegiado!

O que Bolsonaro e Guedes não contam à população é que servidores públicos, por exemplo, não têm direitos como o Fundo de Garantia de Tempo de Serviço (FGTS), ou seguro-desemprego. Isto é, há prós e contras em ser funcionário público, assim como há prós e contras em ser celetista.

É crucial que a população não caia nas mentiras de Bolsonaro e Guedes. Colocar a população contra o funcionalismo, além de ser maquiavélico, é atacar as pessoas que trabalham pela nossa educação, saúde, assistência social, justiça e demais setores essenciais para a sociedade brasileira.

O verdadeiro parasita se chama Paulo Guedes, que ganha salário de R$ 30 mil para ser ministro da Economia e, no entanto, tem atuado para que a vida dos brasileiros piore!